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Cotidiano
ALERTA

Consumo de álcool durante a gravidez pode prejudicar o desenvolvimento do bebê

Ingestão de bebidas em qualquer etapa da gestação pode desencadear a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF). Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, mais de 30% das grávidas disseram que mantinham o hábito etílico 08/01/2017 às 05:00
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Reprodução/Internet
Rosiel Mendonça Manaus (AM)

Hiperatividade, disfunções comportamentais, anormalidades faciais e dificuldades de linguagem e memorização são alguns dos problemas que podem acometer os bebês em decorrência da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), desenvolvida quando a mãe não interrompe o consumo de bebidas alcoólicas durante a gravidez. 

No Brasil, esse quadro pode ser mais comum do que se pensa. Segundo um levantamento feito pela Sociedade de Pediatria de São Paulo, mais de 30% das grávidas disseram que mantinham o hábito etílico. Como resultado, para cada mil bebês que nascem no País, até dois podem apresentar SAF, superando os índices da Síndrome de Down.

O presidente executivo do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, Dr. Arthur Guerra de Andrade, explica que o álcool atravessa a placenta e, cerca de uma hora depois, o nível de álcool no sangue fetal é equivalente ao do sangue da mãe. “A situação é agravada porque o feto não consegue metabolizar e eliminar o álcool, que permanece em seu organismo por mais tempo, até retornar à circulação materna”, diz ele.

Apesar de a exposição à substância durante a gestação não resultar necessariamente em SAF, a medicina não conhece níveis seguros de consumo de álcool a ponto de o feto não ser prejudicado – a solução é eliminar o consumo tão logo se descubra a gravidez.  Por isso, a Academia Americana de Pediatria recomenda que mesmo as mulheres que planejam ou tenham risco de engravidar deem um tempo na bebida.

“Vale destacar também que os cuidados devem continuar no período de amamentação, pois cerca de 2% do álcool consumido pela mãe passa ao bebê pelo leite materno”, completa Arthur Guerra.

 Tratamento

Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, o bebê com SAF corre sérios riscos de nascer com o peso abaixo do normal devido à restrição de crescimento dentro do útero. Além disso, o recém-nascido pode apresentar alterações no coração e comprometimento do sistema nervoso central. Quanto aos efeitos da síndrome no desenvolvimento da criança, elas variam entre dificuldades de aprendizado e problemas de saúde mental.

Como a Síndrome Alcoólica Fetal não tem cura, o tratamento é meramente de suporte, baseado em intervenções que envolvem as autoridades de saúde (acompanhamento médico e psicológico), escolas, a família e a sociedade como um todo.

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