Domingo, 21 de Abril de 2019
publicidade
1.gif
publicidade
publicidade

Notícias

Consumo de cigarros cai 20% no Brasil em seis anos, mas cresce entre os mais ricos, diz pesquisa

No total, há 20 milhões de fumantes no País, sendo que 533 mil são adolescentes. A região Norte também apresentou redução de 20% no consumo de tabaco nos últimos seis anos


11/12/2013 às 14:16

A classe A foi a única a aumentar o consumo de cigarro nos últimos seis anos, aponta estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), divulgado nesta quarta (11). No mesmo período, o número de fumantes no Brasil caiu 20%. Em 2006, o percentual de tabagistas era 19,3% e, no ano passado, caiu para 15,6%.

Na contramão da média nacional, a população mais rica do país elevou o consumo de cigarros em 110%, entre 2006 e 2012. A pesquisadora Ana Cecília Marques, que participa do estudo, acredita que, no momento da decisão sobre comprar ou não um maço de cigarros, o dinheiro no bolso pesa mais que alta escolaridade e maior esclarecimento sobre os efeitos nocivos do fumo.

“Embora a classe econômica mais privilegiada tenha mais conhecimento, o fato de ter dinheiro para comprar se torna mais importante. Eu acho que isso mostra a importância de se pensar em aumentar o imposto, porque é um fator que pode, muito provavelmente, ser mais eficaz que campanhas de conhecimento de que o cigarro faz mal”, defendeu.

Desde o final de 2011, o governo estipulou aumento gradativo da carga tributária sobre os cigarros e do preço mínimo para a venda do maço.

Estudo

Segundo a pesquisa, o percentual de fumantes da classe A, em 2006, era 5,2%; e subiu para 10,9%, no ano passado. Nas outras camadas sociais, houve redução. Na classe B, passou de 14,7%, em 2006; para 12,7%, em 2012; na classe C, caiu de 21,8% para 19,1%; na faixa D, recuou de 22,7% para 19%; e na E, houve redução de 24,9% para 22,9%.

O estudo comparou os consumos nas diferentes regiões do país. Apesar de ter apresentado queda, o Sul despontou como a que mais consumiu cigarros: 20,2% em 2012, contra 25,9% em 2006. Os fumantes nas demais regiões do Brasil também diminuíram: Norte (20%), Sudeste (19%), Nordeste (18%) e Centro-Oeste (15%).

Metade dos entrevistados admitiu já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida e, desses, 51% continuaram fumando. A maioria dos fumantes (73%) disse que tentaria parar de fumar se tivesse acesso a tratamento gratuito.

Outro aspecto abordado pelo estudo foram os indicadores de dependência. Um deles é o ato de fumar o primeiro cigarro do dia até cinco minutos após acordar – 25,3% admitiram essa necessidade em 2012, contra 17,9% em 2006.

Achar difícil ou bem difícil passar um dia sem fumar foi outro indicador usado para avaliar a dependência: 67,8% admitiram essa dificuldade no ano passado, ante 59% em 2006. Os fumantes que tentaram parar de fumar e não conseguiram diminuíram, passando de 72% em 2006 para 63% no ano passado.

Jovens

No total, o Brasil tem 20 milhões de fumantes, sendo que 533 mil são adolescentes. Esse público foi o que mais reduziu o consumo de tabaco. Em 2006, 6,2% dos jovens eram fumantes e, em 2012, esse índice caiu para 3,4%, o que representa uma diminuição de 45%.

Na comparação entre gêneros, os homens continuam sendo os que mais fumam. Em 2006, 27% deles eram tabagistas e, no ano passado, o percentual caiu para 21%, uma redução de 22%. Entre as mulheres, o percentual de fumantes era 15%, em 2006, e houve uma queda para 13% em 2012 – redução de 13%.

Os dados fazem parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad). Foram ouvidos mais de 3 mil brasileiros com mais de 14 anos em 2006, e 4,6 mil participantes em 2012. As entrevistas foram feitas em quase 150 municípios.

publicidade
publicidade
Fechamento da fronteira com a Venezuela completa dois meses neste domingo
Autoexame da mama não substitui exame clínico, diz Ministério da Saúde
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.