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Contrabando de cimento é investigado pela Polícia Federal em cinco municípios do AM

Todos os municípios fazem parte da calha do Alto Solimões, que inclui ainda Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá e Tonantins 25/06/2013 às 10:25
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Sérgio Fontes sustentou que em Tabatinga foram apreendidos sete mil sacos de cimento de origem suspeita
Kleiton Renzo ---

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Sérgio Fontes, confirmou que a instituição está com investigações em curso nos Municípios de Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Tabatinga, onde há suspeita de comercialização de cimento contrabandeado do Peru, Bolívia e Venezuela. Todos os municípios fazem parte da calha do Alto Solimões, que inclui ainda Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá e Tonantins, que também devem ser investigados.

“Infelizmente, o descaminho, principalmente peruano e colombiano, abrange todo o Alto Solimões. Estamos investigando os municípios porque é um crime até comum no Alto Solimões. Somente em Tabatinga apreendemos mais de sete mil sacos de cimento na última semana em conjunto com a Receita Federal”, comentou Fontes.

Na quinta-feira (20), os deputados Marcos Rotta (PMDB) e Sinésio Campos (PT) entregaram ao superintendente da PF denúncia sobre a entrada ilegal de cimento no Amazonas por municípios da fronteira. Responsáveis pelas presidências das Comissões de Defesa do Consumidor e de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), respectivamente, Rotta e Campos falaram da suspeita do uso do cimento em obras nesses municípios.

“O cara (sic) pode comprar 100 kg de cimento contrabandeado e misturar com 10kg de cimento regular e vender isso a granel. E quem compra não sabe a origem. No interior do Estado isso é prática comum inclusive em obras públicas. Os prefeitos não tem mecanismos para fiscalizar isso”, disse Rotta.

O deputado Sinésio Campos suspeita que o uso seja maior em Manaus. “Nos municípios de fronteira temos indícios fortes, mas o consumo não é tão grande quanto na capital. O que estamos alertando é para a ‘desova’ desse cimento por aqui”, completou o petista.

Pedindo sigilo nas informações para não atrapalhar as investigações, os deputados enumeraram em cinco as marcas dos cimentos vendidos de forma irregular em Manaus, vindos até de países europeus. “São cimentos que chegam com o prazo de validade vencido vindos de Trinidad e Tobago, Portugal, Peru, Colômbia, Bolívia, Suriname e Guianas. Pelo volume e pelo peso só podem estar entrando de navio por aqui”, revelou Rotta.

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