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Contratação de médicos estrangeiros é tema do Projeto Jaraqui, deste sábado (15)

O projeto tem a proposta de levar à população temas atuais, que estão no debate da ordem do dia 14/06/2013 às 20:27
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Projeto Jaraqui promove discussões sobre temas como política, economia e cultura na praça pública
acritica.com Manaus (AM)

A situação da saúde nos municípios do Amazonas e a proposta do Governo Federal de contratar 6 mil médicos da Espanha, Portugal e Cuba, para atuarem nas regiões que não dispõem de um número suficiente destes profissionais, serão os temas a serem debatidos pelo Projeto Jaraqui, Tribuna Popular, deste sábado (15), a partir das 10h, na Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia), no Centro de Manaus.

O debate popular contará com a presença de representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CREMAM), Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), além de acadêmicos dos cursos da área de saúde, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Nilton Lins.

“O Conselho Regional de Medicina do Amazonas está empenhado em desmontar as falácias dos gestores de que os médicos brasileiros não querem trabalhar em áreas remotas. Diversos jovens médicos egressos das Universidades do Amazonas, especialmente da UEA, tem sido encontrados trabalhando no interior por ocasião das atividades de fiscalização do Conselho. É verdade que se concentra a maioria dos profissionais no Sul e Sudeste brasileiro. Trata-se, na verdade, da ausência de uma política de cargos, carreira e salários, com provisão por meio de concurso público, da inexistência de condições sanitárias básicas nos municípios, resultando em desestímulo não só para o médico, mas para os demais profissionais de saúde, em atuar nestes locais e aí permanecer com as suas famílias”, pontua o presidente do CREMAM, o médico Jefferson Jezini.

Em todo o país as entidades representativas dos médicos estão organizando debates e manifestações para chamar a atenção da sociedade, em relação à proposta do Governo Federal.

Pela proposta do governo, os médicos importados não serão submetidos ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida), mecanismo que avalia a qualidade do profissional de medicina, de quem obteve o diploma no exterior.

“Defendemos a revalidação de diplomas de médicos formados no exterior, brasileiros ou não respeitando-se as normas e resoluções estabelecidos pelos Ministérios da Educação e da Saúde, com as faculdades de medicina públicas federais. O CREMAM não registrará diplomas oriundos do exterior que não obedecerem estes critérios pré-estabelecidos”, observa Jezini.  

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