Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022
ALE-AM

COP-26: deputados alertam para necessidade de o Amazonas ser protagonista no debate climático

Realização da Conferência Internacional sobre o Clima foi tema de discussão na ALE-AM nesta quarta-feira (3)



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03/11/2021 às 11:29

Os debates internacionais sobre o clima, aquecidos pela Conferência Internacional sobre o Clima (COP-26), da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorre essa semana em Glasgow, na Escócia, chegaram na sessão da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), nesta quarta-feira (3).

Defensor do setor primário, o deputado Angelus Figueira (DC) mudou o discurso anti-ambiental, adotado por ele desde que chegou à Casa, e indicou que será realizada uma Audiência Pública para debater os impactos da produção agrícola, pecuarista e da vida urbana nas mudanças climáticas, além de defendeu a necessidade do debate para adequar as legislações ambientais em acordo com os setores.

"Precisamos dotar o estado do Amazonas de mecanismos para termos aferido o impacto nos diversos setores. É necessário que saiamos dos discursos para medir verdadeiramente o impacto que pode haver em diversos setores", declarou Angelus.

Serafim Corrêa (PSB) manteve a crítica a ausência do governo federal na COP-26, afirmando que o meio ambiente é tema em todas as nações civilizadas no mundo. O deputado defendeu a interferência internacional nas questões climáticas, pois, de acordo com ele, o desmatamento exacerbado na Amazônia, é um problema que impacta todo o mundo.

"O Brasil, nos últimos anos, tem caminhando na contramão no que diz respeito ao meio ambiente. O presidente nega que a Amazônia esteja pegando fogo. Mas todos nós sabemos e todos os mecanismos de controle, inclusive do governo, têm mostrado que avança o desmatamento, avança o incêndio e isso é ruim não apenas para nós, mas para o Brasil, América do Sul e para o Planeta", reforçou Serafim.

Longe das vistas bolsonaristas, o deputado Fausto Júnior (MDB) tomou um tom mais ameno do que havia adotado em entrevista à rádio Paulista Jovem Pan, quando disse que desconhecia a existência de desmatamento no Amazonas.

Quase justificando a fala anterior, o parlamentar lembrou que aproximadamente 98% da vegetação preservada, mas a falta de fiscalização nos outros estados estaria elevando os dados de queimadas. No entanto, Fausto entrou em contradição ao afirmar no mesmo discurso que a legislação estadual para preservação da floresta seria muito dura.

"Se há qualquer tipo de acusação de que a Amazônia está pegando fogo, no Amazonas isso não é verdade. Isso acontece pela falta de fiscalização nos estados vizinhos, mas o que precisamos fazer para impedir que isso aconteça também no Amazonas", declarou o deputado.

"Temos leis ambientais extremamente rigorosas tornando impossível a obtenção de licenças ambientais em inúmeros setores e por que isso é ruim? Já que não se pode obter licença ambiental, deduz-se que não deveria ter atividade econômica, e não, você forca determinadas atividades a viverem na ilegalidade", completou Fausto Júnior, afirmando que é necessário "trazer para realidade" as leis ambientais vigentes no Amazona.



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