Quinta-feira, 09 de Julho de 2020
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Coronel Alfredo Menezes diz que pediu para deixar comando da Suframa

"Ao finalizar esta missão, com o pedido de exoneração, deixo o cargo com o mais nobre agradecimento ao Presidente da República", disse o ex-superintendente da Suframa em nota



alfredo_432C3A97-A0E0-425E-AD99-131FCEC939C2.jpg Foto: Reprodução / Internet
03/06/2020 às 18:54

O coronel Alfredo Menezes divulgou nota à imprensa, na noite desta quarta-feira (3), informando que deixa o cargo de titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A demissão de Menezes foi noticiada na última segunda-feira, pelo site O Antagonista. Na manhã desta quarta-feira, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou a saída do militar.

“Na data de hoje finalizo, a pedido, mais uma honrosa missão de proteção à Amazônia brasileira. Quando assumi a Superintendência da Zona Franca de Manaus, em 18/02/2019, passei a defender e proteger não só a Zona Franca de Manaus, mas todos os estados de atuação da Suframa, com a política de incentivos fiscais para atração de investimentos. Ao finalizar esta missão, com o pedido de exoneração, deixo o cargo com o mais nobre agradecimento ao Presidente da República, que me confiou tamanha honraria profissional”, diz trecho da nota.



Na nota, o militar agradece ao ministro da Economia, Paulo Guedes, titular da pasta em que a autarquia está vinculada, e ao Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa pelas orientações e também aos empresários dos setores industrial, comercial e agropecuário.

“Com os quais juntos procuramos avançar com a implementação de ações institucionais concretas capazes de tornar nosso modelo da ZFM o melhor ambiente de negócios. Quero ratificar meu profundo respeito a todos os colaboradores e servidores do governo federal que de forma direta e indireta, contribuíram decisivamente para o êxito desta gestão à frente da Suframa. Agradeço especialmente a minha família que sempre esteve ao meu lado e que tem sido o esteio para o enfrentamento de novos desafios que podem advir”, declarou Menezes, que encerra a nota com a saudação ‘Selva’, com o ofício de exoneração e o recibo de recebimento.

Nos bastidores, especula-se que Menezes irá ocupar um cargo na Secretaria Nacional de Meio Ambiente, ligada ao Ministério do Meio Ambiente. A possível nova colocação do militar foi bem aceita pela classe empresarial do Estado.

Segundo site O Antagonista, Menezes será substituído pelo general da reserva Algacir Polsin, que comandou o Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar da Amazônia. A oficialização da exoneração de Menezes e a nomeação do novo superintendente da Suframa ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Entenda

Em janeiro de 2019, Menezes foi confirmado como novo titular da autarquia, mas a nomeação, pelo presidente da República, ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2019 com o registro no DOU. Na mesma edição do DOU, foi publicada a exoneração de Appio Tolentino, que esteve à frente da Suframa desde junho de 2017. Menezes foi o terceiro militar a assumir a autarquia desde a criação. O coronel, que é padrinho de casamento de Bolsonaro, articulou a campanha presidencial na região amazônica e coordenou, no início deste ano, a coleta de assinaturas para criação da sigla partidária Aliança pelo Brasil, em formação.

A apoiadores, na saída do Palácio do Alvorada, nesta quarta-feira, Bolsonaro negou que a troca seja uma imposição dos parlamentares do ‘Centrão’. “Trocou a Suframa. Saiu o coronel, entrou um cara. A imprensa disse que foi o Centrão. Imprensa, o general que tá na Suframa não é do Centrão”, disse o presidente. Na terça-feira, A Crítica noticiou, na coluna "Pinga Fogo", que a mudança havia sido uma decisão técnica de Bolsonaro e não política.

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Repórter de A Crítica

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