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Corpo de inglesa morta em acidente de lancha será transladado na segunda-feira (9)

O corpo da inglesa deve ser transladado na próxima segunda-feira (9), depois da finalização dos procedimentos para liberação 06/09/2013 às 11:54
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O corpo da turista foi levado para o Instituto Médico Legal
Bruna Souza Manaus (AM)

Um inquérito administrativo será aberto para apurar as causas do acidente que vitimou a turista Gillian Matcalf na manhã desta quinta-feira (5), após a lancha em que estava bater em outra nas proximidades do Porto da Ceasa, na Zona Leste de Manaus. O corpo da inglesa deve ser transladado na próxima segunda-feira (9), depois da finalização dos procedimentos para liberação que está sendo realizado pela embaixada da Grã-Bretanha na capital.

A assessoria de imprensa da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) informou, por meio de nota, que depois da colisão entre as embarcações Dona Shirley – onde estava a inglesa – e Clissia VI, uma equipe de inspetores navais foi enviada para o local onde realizou um levantamento sobre o acidente.

Ainda segundo a nota, a Marinha do Brasil por intermédio do Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN) vai instaurar um inquérito de deve apurar como aconteceu o acidente, quais as causas e verificar a responsabilidade da colisão das lanchas. As embarcações faziam o transporte de turistas que passeavam pela região amazônica e estavam a caminho do município do Careio da Várzea (localizado a 25 quilômetros de Manaus).


O consulado da Grã-Bretanha no Amazonas está ajudando a família Matcalfe nos trâmites dos documentos para liberação e na repatriação do corpo com translado para a Inglaterra. De acordo com o cônsul Vicente Brown, a turista morava no sul do país britânico e veio conhecer a região com o marido e duas filhas, que também estavam na embarcação e apresentaram ferimento leves.

“Estamos dando todo apoio à família, juntamente com a empresa de turismo que foi contratada pela família. Provavelmente, o translado será realizado na próxima segunda-feira, devido aos feriados”, declarou ao ACRITICA.COM.

Hotel de Selva

A direção do hotel de selva Juma Amazon Lodge, onde Gillian estava hospedada com a família, informou que a lancha Dona Shirley, onde estava a turista, atua exclusivamente na transferência de hóspedes do hotel e na hora do acidente levava dez passageiros, sendo que sete eram turistas, dois tripulantes e um guia.

A nota enviada pelos representantes do estabelecimento disse, ainda, que a embarcação estava regularizada junto a Capitania dos Portos, bem como o seu piloto. A lancha Clissia VI foi apreendida pelo órgão. Após o acidente, o hotel prestou assistência à vítima e sua família e tomou providências para o retorno de todos à Inglaterra.

Acidente

Segundo passageiros, o condutor da outra lancha se aproximou em alta velocidade e bateu na embarcação onde estava Gillian. Depois da colisão, o condutor não teria prestado socorro às vítimas e se afastou do local. As vítimas foram levadas ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, também na Zona Leste, mas Gillian não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada na unidade de saúde. Segundo o laudo de necropsia realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte da inglesa foi traumatismo craniano.

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