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Corpo de líder comunitária assassinada será enterrado nesta sexta-feira (14)

Buscas pela mulher iniciaram na noite da última quarta (12) após ela ser sequestrada da sua própria casa na comunidade Portelinha, na rodovia AM-070 14/08/2015 às 13:10
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Líder da Comunidade Portelinha, Maria das Dores dos Santos Salvador (Dona Dora)
Luana Carvalho Manaus (AM)

O corpo líder comunitária, Maria das Dores dos Santos Salvador, 54, encontrada morta na manhã de quinta-feira (13) na estrada de Manacapuru, está sendo velado na Comunidade Portelinha, localizado na região do município de Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus). O enterro acontece nesta sexta-feira (15) no cemitério Parque Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

O marido da vítima, Gerson Priante, informou que representantes de movimentos sociais e parlamentares estão prestando apoio à família.“Estamos contando com o apoio, solidariedade e pressão de amigos e movimentos sociais para que este momento não fique só no choro, lamento e emoção. Está acontecendo um movimento maior com pessoas que não gostariam de deixar esse crime impune.  Queremos justiça”. 

Emocionado, Gerson contou que não quer gerar mais animosidade e conflito neste momento de dor. “Foi um baque muito forte. De coração aberto, nossa intenção não é provocar mais conflitos, não vemos propósito nisso. Nós só queremos justiça por um crime que feriu o respeito e dignidade da nossa família e comunidade”. 

As buscas pela líder comunitária iniciaram na noite da última quarta-feira, após ela ser sequestrada da sua própria casa, por volta das 18h30, na comunidade Portelinha, na AM-070, na região do município de Iranduba, por cinco homens ainda não identificados.

Maria das Dores, conhecida como Dona Dora, foi encontrada morta por volta das 6h de ontem. Ela estava com as mãos amarradas com uma braçadeira plástica e marcas de agressão pelo corpo. Três tiros atingiram a cabeça, um acertou o pescoço, quatro o abdômen e cinco os membros inferiores.

O fato lembra o caso da sindicalista Margarida Maria Alves, que por coincidência foi assassinada  no dia 12 de agosto de 1983, em Alagoa Grande (PB). Esta semana, milhares de mulheres foram às ruas clamando por justiça  durante a “Marcha das Margaridas”, em memória à vítima.

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