Publicidade
Cotidiano
Notícias

Corpo de nadador amazonense morto em Vitória chega a Manaus

Pedro Nicolas Sena da Silva será velado na Arena Amadeu Teixeira, Zona Centro-Oeste de Manaus, sendo conduzido por um carro do Corpo de Bombeiros do Amazonas 14/11/2013 às 15:14
Show 1
A tristeza que tomou conta do aeroporto internacional Eduardo Gomes, contou com lágrimas, faixas e cartazes, que expressaram o momento de luto
acritica.com Manaus, AM

O corpo do nadador Pedro Nicolas Sena da Silva, 13, que morreu após ser atropelado na cidade de Vitória, Espírito Santo, chegou a Manaus às 13h desta quinta-feira (14). Amigos e familiares lotaram o saguão do aeroporto internacional Eduardo Gomes, para dar início às homenagens de despedida ao atleta.


Arrasados pela perda, os pais do menino, Luciana Sena da Silva e Emerson Freitas da Silva, precisaram ser aparados pelos entes queridos. A tristeza que tomou conta do local, contou com lágrimas, faixas e cartazes, que expressaram o momento de luto.

Pedro Nicolas Sena da Silva será velado na Arena Amadeu Teixeira, Zona Centro-Oeste de Manaus, sendo conduzido por um carro do Corpo de Bombeiros do Amazonas. “Era um menino tranquilo e querido. A família não esconde o orgulho do seu comportamento e da sua dedicação pelo esporte, sentiremos imensa saudade”, disse o Antônio Custódio, que é tio de Pedro.


O enterro acontecerá no Cemitério Parque Tarumã, entretanto a família ainda não se pronunciou se será quinta ou sexta-feira (15).

O acidente

Um acidente na cidade de Vitória (ES) resultou no atropelamento do amazonense Pedro Nicolas Silva, 13. De acordo com a prima da vítima que está em Manaus, Ana Paula Sena, 29, o garoto atravessava uma faixa de pedestres na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes com outras pessoas quando um carro desgovernado em alta velocidade furou o sinal vermelho e o atingiu. Ainda segundo ela, o jovem está internado em estado grave no Hospital Infantil de Vitória.

De acordo com Ana Paula, o adolescente viajou com os pais na noite desta segunda-feira (12) para uma competição de natação que acontecerá nesta quarta (13). No momento do acidente, Pedro e sua equipe se deslocavam para um treinamento no Clube Álvares Cabral, onde será realizado o Campeonato Brasileiro Infantil de Natação.


Ana Paula também informou que perdeu o contato com os tios no início da noite, porém a última informação que obteve deles é que a equipe médica responsável pela cirurgia ainda não conseguiu preparar o adolescente para o procedimento, visto que os sinais vitais do garoto não são suficientes para realizar a intervenção.

Investigações

Segundo o delegado titular da Delegacia de Trânsito de Vitória, Fabiano Contarato, a diferença entre os depoimentos preliminares das testemunhas que presenciaram o acidente e a versão contada pelo condutor do veículo modelo Ford Fiesta, de cor marrom, está sendo investigada pela polícia.

“Já solicitamos gravações de câmeras do local e tentaremos compor da forma mais real possível o cenário do acidente. O que podemos adiantar é que mesmo se a investigação comprovar que a passagem era permitida para o motorista, o mesmo não poderá se eximir da culpa”, explica Contarato. O prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias.

Conforme o artigo 29, parágrafo 2 do Código de Trânsito Brasileiro, “respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”.

Em depoimento, pessoas afirmam que, na ocasião, teriam apertado o botão para acionar o semáforo de pedestres e o sinal para veículos estava vermelho. Porém, em conversa com o delegado, o motorista afirmou que o semáforo permitia a passagem e sua velocidade era compatível com a exigida, além de alegar que várias pessoas se encontravam fora da faixa, “não tendo como evitar o atropelamento”.

O delegado também informou que, caso seja constatada inconsequência na ação do motorista, o mesmo deverá responder pelo crime de homicídio culposo – quando não há intenção de matar –, tendo como pena reclusão de seis anos, mas que pode ser aumentada já que o acidente envolve uma faixa de pedestres, além de perder a carteira de motorista e enfrentar uma ação civil emitida pela família da vítima.

Publicidade
Publicidade