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Corrida ao governo do Amazonas já tem seis pré-candidatos

Apenas o professor Alcebíades Oliveira (Psol) ainda não foi testado; os outros cinco já têm nome conhecido no Estado 12/08/2013 às 10:50
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Com sete meses no posto de vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Hissa Abrahão se diz preparado para o Governo do Amazonas
Lúcio Pinheiro ---

O número de pré-candidatos à disputa pelo cargo de governador do Amazonas já é igual ao de candidatos que disputaram as eleições de 2010: seis. A diferença, dessa vez, fica pelo potencial de votos dos nomes que estão postos.

Em 2010, disputaram o Governo do Amazonas o então governador Omar Aziz (PMN, hoje PSD), Luiz Navarro (PCB), Hissa Abrahão (PPS), Herbert Amazonas (PSTU), Luiz Carlos Sena (PSOL) e Alfredo Nascimento (PR).

Dos seis, apenas Omar Aziz e Alfredo Nascimento já tinham sido testados nas urnas em todo o estado e conquistado um cargo eletivo. Hissa Abrahão, então vereador de Manaus, e Luiz Carlos Sena estreavam. Herbert e Navarro eram veteranos da disputa, mas sempre com votações inexpressivas.

A pouco mais de um ano das Eleições de 2014, além do ex-governador Eduardo Braga (PMDB) - que ainda não assume mas é dado com candidato certo na disputa -, já se lançaram na briga o vice-prefeito de Manaus, Hissa Abrahão, a deputada federal licenciada e secretária de Governo Rebecca Garcia (PP), o deputado federal Henrique Oliveira (PR), o vice-governador José Melo (PMDB) e o professor Alcebíades Oliveira (Psol).

Entre os seis nomes postos no tabuleiro até aqui, apenas Alcebíades não foi testado, os outros todos tem voto e nome conhecido no Estado suficiente para fazer das Eleições de 2014 uma das mais disputadas em 30 anos, com decisão apenas no segundo turno.

Segundo Hissa Abrahão, em entrevista a A CRÍTICA (leia abaixo), a disputa pode se acirrar ainda mais, com a candidatura do prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB). O prefeito nega. E diz que está satisfeito com a prefeitura de Manaus.

Mas, segundo o vice-prefeito, é visível a vontade que o tucano tem de ser governador do Amazonas. “Convivo com ele sabendo da vontade que ele tem de ser governador”, afirma Hissa.

Entrevista  Hissa Abrahão

O vice-prefeito de Manaus, Hissa Abrahão, concedeu ao jornal A CRÍTICA a entrevista a seguir:

O senhor é mesmo candidato ou está aberto para negociar posição em uma chapa, como fez nas eleições de 2012?

Em 2010, ninguém dizia que eu ia ser candidato a governador. Em 2012 passei um ano dizendo que ia ser candidato a prefeito e virei vice no último dia. Mas agora é diferente.

O que tem de diferente?

Hoje estou muito mais fortalecido. O que mudou foi a experiência, o trabalho. Hoje, em todas as pesquisas que eu tenho, eu sou o segundo colocado, muito distante do terceiro e do quarto. E com chances reais de disputar um 2º turno muito forte.

Se for candidato, o senhor será candidato da oposição. Correto?

Exato. Uma oposição moderna, equilibrada e coerente. Nada de radicalismo, de fazer oposição, campanha olhando para o retrovisor. Meu estilo é outro. Não dou ouvido para ataques. Mas a partir de março do ano que vem vou discutir eleição. Agora o meu foco é o trabalho.

Quais rumos o senhor corrigiria na administração do governador Omar Aziz (PSD)?

Se eu responder a tua pergunta, estou antecipando as eleições. Prefiro falar sobre isso a partir de março do ano que vem. Mas ele acertou em alguns pontos, quando faz algumas obras importantes como a continuidade do Prosamim. Mas eu não estou muito satisfeito com a segurança, a saúde no interior poderia ir melhor. Como todo governo, o do governador Omar tem acertos e erros. Mas tem mais acertos que erros. Assim como o nosso.

Dos pré-candidatos que apareceram até aqui, com quais o senhor negociaria ser vice?

Eles teriam que ter argumentos muito sólidos para eu aceitar ser vice. Uma coisa foi quando eu virei vice do Artur, no momento em que o meu partido estava só, eu era um vereador, e as minhas condições estruturais eram pequenas. Hoje seria mais difícil me convencer virar vice. E também entendo que as pessoas têm que ter humildade. Tem muita gente se colocando aí como pré-candidato que também tem que começar a refletir em ser meu vice.

Quem, por exemplo?

Prefiro não opinar. Prefiro apenas dizer isso para que eles reflitam. Não é nenhum demérito ser vice.

Se o prefeito Artur Neto (PSDB) decidir ser candidato, o senhor recua da candidatura?

É a única maneira de eu não ser candidato é se ele for. Hoje posso te dizer categoricamente que, de acordo com o que o meu partido vem decidindo, com o que o povo vem dizendo nas ruas, com o que as pesquisas vêm me dizendo, não vou ter a pretensão de dizer que é isso e acabou. Mas a única forma de não ser candidato é se o Artur for candidato a governador. E vou apoiá-lo 100%. Se ele for, será meu candidato. Vou fazer campanha para ele.

Em 30 anos, o candidato que tem o apoio da máquina vence as eleições estaduais. Como romper isso? O senhor tem força econômica para essa disputa?

Economicamente estou do mesmo jeito. Vivo do meu salário. Quando digo que estou fortalecido, falo da questão partidária. É de entender o que o próprio prefeito fala, que se eu for candidato eu tenho chances e ele me apóia. E outros aliados, como vereadores que vejo se destacando na Câmara Municipal.

Tem algum pré-candidato com chances de vencer a eleição no primeiro turno?

Não. Vai para o segundo turno.

Por quê?

Para ganhar no primeiro turno, tem que começar com 70%, 80% das intenções de voto. Se começa com 40%, que é o caso que os números que eu vi indicam para o senador Eduardo (Braga), a tendência é que esse número diminua. Quando você não tem o candidato da máquina, é uma situação totalmente atípica.

O vice-governador José Melo não pode encarnar o papel de candidato da máquina?

Não se sabe ao certo se o governador Omar vai deixar o governo em março. Não temos essa certeza. Na hipótese dele deixar, o Melo tem voto, sim, mas nada que possa fazer com que ele vença no primeiro turno.

O senhor tem convicção de que o prefeito Artur Neto não vai ser candidato?

Não tenho.

Por quê?

Porque sinto no Artur uma vontade imensa de ser governador. Ele nunca me disse isso, mas eu sinto. É interessante nossa história. Porque convivo com ele sabendo da vontade que ele tem de ser governador. E ele convive comigo sabendo que tenho essa vontade de ser governador. E ele me respeita e eu respeito ele. Ele corre e eu corro. A gente tenta chegar ao (mesmo) pódio. Mas a gente se dá super bem.

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