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Corte de 50% nos recursos do SUS afetará 2 mi de pessoas no AM

Segundo titular da Susam, moradores do interior do Estado são totalmente dependentes do sistema do SUS e sentirão as medidas do Ministério da Saúde 12/06/2015 às 09:38
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Secretário da Susam, Wilson Alecrim, afirma que a redução no orçamento vai piorar para quem depende somente da saúde pública
Isabelle Valois Manaus

Quase 2 milhões de pessoas que vivem no interior do Amazonas dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser afetadas, ainda neste ano, por causa da redução de 50% dos recursos do Ministério da Saúde que foi decretada no dia 22 do mês passado pelo governo federal.

O titular da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Wilson Alecrim, reforçou que de todos os Estados, a população do interior do Amazonas terá mais dificuldades, pois são 100% dependentes do SUS e não há outros meios alternativos como nas demais capitais do País.

Ao todo, vão ser R$ 11, 774 bilhões que serão cortados do investimento da saúde em todo o País. O decreto afirma que a redução vai aumentar a cada ano, mas o secretário de saúde espera que o decreto passe por alterações.

“Sabemos das dificuldades e problemas que ainda existem no Sistema Único de Saúde, mas a redução do nosso orçamento deve piorar e quem deve sentir mais o impacto é a população do Amazonas, que no interior não tem meios de atendimento particulares, são completamente dependentes do nosso sistema”, reforçou.

Esses recursos foram ementas colocadas a favor de cada deputado federal e senadores. Cada ementa positiva atribuiu R$ 2,4 bilhões que totalizaram R$ 11,774 bilhões em recursos que foram suspensos pelo governo federal.

Como presidente do Conselho de Secretários de Saúde (Conass), entidade representativa das Secretarias Estaduais de Saúde do Brasil, Wilson Alecrim informou que nesta semana foi aprovada em assembleia um manifesto chamado de “Carta à Nação”, onde tornaram público a preocupação e a discordância da decisão de redução de 50% dos recursos para área de saúde.

Alecrim garantiu que a entidade vai pedir uma revisão da redução e solicitar que a atitude seja direcionada para outras áreas que não atinjam a vida da população.

“A medida irá agravar ainda mais a situação do Sistema Único de Saúde (SUS) que, reconhecidamente desfinanciado, luta por melhores condições para atender a população brasileira. O governo federal tem que focar em áreas que não envolva a saúde da população, pois quanto menos recursos tivermos, mais dificuldades irão surgir”, explicou.

Retardamento

O subfinanciamento por meio do Decreto 8.456, de 22 de maio de 2015 do Sistema Único de Saúde (SUS) retarda todas as tentativas de aprimorar seu desempenho nos seus 27 anos de existência, comprometendo as estratégias definidas e o impedimento de cumprir os preceitos da universalidade, integralidade e da equidade.

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