Quarta-feira, 27 de Outubro de 2021
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CPI da Pandemia dá 48h para que Ministério da Saúde explique recuo na vacinação de crianças e adolescentes

Senador Randolfe Rodrigues afirma que medida do MS é apenas para Governo Federal não admitir a falta de doses de vacina contra Covid-19



show_imagem_materia_E75738D2-DA24-495F-B4A4-D322D7D79FC8.jpg Foto: Reprodução / Agência Senado
16/09/2021 às 20:57

A pedido do Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o Ministério da Saúde terá 48 horas para explicar a CPI da Pandemia o recuo na vacinação contra a Covid-19 de crianças e adolescentes sem comorbidades. O parlamentar acusa o governo de usar uma suposta recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para não admitir a falta de doses.

“Se o ministério da Saúde não quer admitir o fracasso que não tem doses, é melhor assim dize-lo. Mas não emitir uma nota dizendo que a OMS não recomenda a vacinação. É importante sabermos em que contexto de resolução da OMS eles se basearam, porque há uma diferença gigantesca entre não recomendar e não ser prioridade”, disse o senador durante fala na CPI da Pandemia.

SUSPENSÃO

Em nota técnica publicada na quarta-feira (15) pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, o ministério passou a recomendar a vacinação apenas para os adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

A pasta citou, entre outros argumentos para revisar a recomendação, o fato de que os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda imunização de adolescentes com ou sem comorbidades.

MANAUS

A Prefeitura de Manaus decidiu atender a orientação do Ministério da Saúde e suspender, a partir desta sexta-feira (17), a vacinação do público adolescente sem comorbidade na capital amazonense. A decisão foi anunciada por meio de nota da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), na tarde desta quinta-feira (16).

Ainda conforme a nota, mesmo os adolescentes sem comorbidades que já receberam a primeira dose não receberão a segunda dose. A decisão deve perdurar enquanto o Ministério da Saúde mantiver a orientação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) divulgada hoje, por meio de Nota Informativa emitida pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid).



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