Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
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CPI da Pedofilia ouve ex-assessores de Adail Pinheiro

Prestaram depoimento os ex-secretários municipais de Governo, Adriano Salan, e Ação Social, Maria Lândia



1.jpg Depoimentos dos ex-secretários da gestão de Adail Pinheiro foi fechada à imprensa. O depoimento do prefeito será nesta terça-feira (27)
27/08/2013 às 08:19

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, da Câmara dos Deputados, começou a ouvir nessa segunda-feira (26) assesores e ex-assesores do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), acusados pela Polícia Federal de participar da suposta rede de exploração sexual na terra do gás e petróleo. Nesta terça-feira (27), às 10h, a CPI da Pedofilia ouve o prefeito do município.

Até o fechamento dessa matéria, haviam prestado depoimentos os ex-secretários municipais de Coari, Adriano Texeira Salam, Maria Lândia Rodrigues dos Santos e o ex-assessor direto de Adail, o jornalista Haroldo Portela. Faltavam ser ouvidos os irmãos Anselmo e Elias Nascimento dos Santos, atuais servidores da prefeitura e supostos aliciadores a serviço do prefeito e primos, em primeiro grau, de Lândia dos Santos.

Pelo fato de os depoentes estarem sendo processados pela Justiça, e a ação penal correr em segredo judicial, os depoimento deles foram em sessão reservada, com acesso somente dos deputados-membros da CPI, advogados e assessores.

O primeiro depoimento da tarde de ontem foi do ex-secretário da Prefeitura de Coari, Adriano Teixeira Salam. Desta vez, ele não foi à CPI com um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como ocorreu na CPI da Pedofilia do Senado em 2010. Ele falou à presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Érika Kokay (PT-DF), e à relatora da CPI, deputada Liliam Sá (PR-RJ), por duas duas horas.

Adriano Salam teria confirmado parte do esquema da Operação Vorax e que o iate do prefeito Adail Pinheiro, na sua primeira gestão, fora alugado para a Prefeitura de Coari. Na saída do plenário 9, da Câmara, o ex-secretário nem o advogado dele quiseram falar com a imprensa.

Maria Lândia dos Santos falou à CPI durante uma hora. Escondendo-se das câmeras de televisão e dos fotógrafos, ela deixou o plenário sem dar declarações. A ex-secretária de Assistência Social da Prefeitura de Coari já foi denunciada pelo Ministério Público e indiciada pela Polícia Federal, em 2008, como agenciadora de menores na rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.

Em agosto de 2009, o Ministério Público entrou com uma ação penal em Coari contra Adail Pinheiro, Adriano Salan e Maria Lândia por suposta exploração sexual de menores.

Denúncia durante a campanha

A CPI da Câmara investiga uma denúncia de maio do ano passado, quando Adail Pinheiro estava em campanha para retornar à Prefeitura de Coari. A senhora Maria Edsandra da Silva Lins, 41, moradora do Bairro Santa Efigênia, registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Interativa de Polícia de Coari.

Ela comunicou ao delegado da cidade que a filha, J. L., de 12 anos, vinha sendo constantemente aliciada pela prima J., também menor de idade, que queria levar a filha para ficar com Adail Pinheiro. “Que um tal Anselmo, segurança de Adail, era o elemento que ia até J. para tentar levar a menor J.L para o senhor Adail”, relatou a mãe à polícia.

A CPI da Pedofilia esteve pela primeira vez em Coari nos dias 8 e 9 de junho deste, mas não conseguiu ouvir o prefeito Adail Pinheiro e outras oito pessoas envolvidas nas denúncias. Por esse motivos, o prefeito e os assessores deles foram convocados a depor em Brasília.

Em data não divulgada, a Comissão voltará a Coari, acompanhada de uma força-tarefa, organizada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, da Presidência da República, para continuar as investigações de pedofilia no município.

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