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CPI vai ouvir Sérgio Moro e investigadores da Lava Jato

Membros da CPI do BNDES vão até Curitiba coletar, em caráter de colaboração, informações que esclareçam se os recursos do BNDES "irrigaram" as empresas investigadas pela Operação Lava Jato 12/11/2015 às 15:44
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Juiz da Lava Jato vai ser ouvido pelos deputados na CPI do BNDS
andré alves Manaus

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta quinta-feira (12), requerimento em que autoriza o deslocamento dos membros da CPI até Curitiba para ouvir o juiz Sérgio Moro e os procuradores e delegados federais que atuam na Operação Lava Jato.

O objetivo da viagem, segundo informou o presidente da CPI do BNDES, deputado federal Marcos Rotta (PMDB/AM), é fazer uma "visita institucional" aos investigadores e ao magistrado, de modo a colher informações que possam colaborar com a apuração feita pela comissão.  

"Queremos saber se os recursos do BNDES irrigaram as empresas que são alvo da Operação Lava Jato", disse Marcos Rotta à coluna SIM&NÃO, do jornal A CRÍTICA, nesta quinta-feira. A ida dos membros da CPI à Curitiba, para pedir a colaboração do juiz Sérgio Moro e dos investigadores da Lava Jato, não tem data marcada.

Hoje, a CPI do BNDES, que investiga denúncias de irregularidades em contratos e financiamentos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, aprovou a convocação do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, e de representantes da Usiminas.

Bumlai será questionado sobre possível tráfico de influência e favorecimento em contratos do banco. Os integrantes da CPI já aprovaram a requisição de documentos ao BNDES de contratos e financiamentos com a Usina São Fernando Açúcar e Álcool, de Bumlai.

O empresário Eike Batista também será ouvido pela comissão na terça-feira (17). O deputado Marcos Rotta disse que se o empresário não comparecer, a Polícia Federal será acionada para que ele preste depoimento “ainda que seja de forma coercitiva”.


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