Publicidade
Cotidiano
INCÊNDIO

Crânio encontrado nos escombros do Museu Nacional pode ser do fóssil Luzia

Há esperança dos ossos serem do mais antigo fóssil humano encontrado no continente americano. Porém, a coleção egípcia reunida pela Família Real no século XIX foi praticamente toda perdida 04/09/2018 às 16:59
Show p4 luzia 1 20165531 59b9 46c0 91be 6d65d1052d59
Foto: Reprodução/internet
Vinícius Lisboa (Agência Brasil) Rio de Janeiro (RJ)

Ossos encontrados no trabalho de rescaldo do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, estão sob análise de pesquisadores da instituição. Os cientistas conferem a possibilidade de o crânio ser de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado no continente americano.

O prédio principal do Museu Nacional foi destruído por um incêndio que começou na noite de domingo (2) e avançou pela madrugada de segunda-feira. Uma das peças mais importantes do acervo, de 20 milhões de itens, era o fóssil de Luzia, que estava exposto à visitação. Pesquisadores constataram que o fóssil, encontrado em Minas Gerais, tem 12 mil anos.

Segundo a vice-diretora do Museu Nacional, Cristina Serejo, foram encontrados alguns ossos em uma área próxima ao local onde Luzia ficava exposta, mas ainda não é possível concluir se os restos pertencem a ela.

Uma tela do Marechal Rondon foi encontrada chamuscada nos escombros, e os pesquisadores devem iniciar um trabalho de recuperação da obra de arte.

Um dos destaques do museu, a coleção egípcia reunida pela Família Real no Século XIX foi praticamente toda perdida, de acordo com a vice-diretora.

"Estamos recebendo várias ofertas de doações, e de várias instituições estrangeiras, inclusive. Vamos fazer uma campanha para receber material e reerguer o Museu Nacional com as coleções. Temos muitos contatos internacionais", disse Cristina, que contou que o museu está se articulando internamente para receber as doações.

Publicidade
Publicidade