Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
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Crianças são as mais duramente afetadas pela crise econômica na Europa, diz estudo

Na Espanha, Grécia, Itália e Portugal o número de crianças e jovens em situação de risco por causa de sua condição econômica aumentou de 1,2 milhão em 2007 para 7,6 milhões



1.jpg Menino olhando por vidro sujo em Gevgelija, na Sérvia
27/10/2015 às 11:48

Depois de anos de crise econômica, cerca de 26 milhões de crianças e jovens na Europa estão ameaçadas pela pobreza ou exclusão social, de acordo com um estudo da Fundação Bertelsmann, que deu à Grécia as piores marcas em toda a União Europeia.

O Índice de Justiça Social da Bertelmann, uma pesquisa anual sobre as condições sociais do bloco de 28 membros, encontrou um fosso entre o norte e o sul, e entre jovens e idosos.



Na Espanha, Grécia, Itália e Portugal, o número de crianças e jovens que estão em situação de risco por causa de sua condição econômica aumentou desde 2007 em 1,2 milhão, passando a 7,6 milhões, segundo o estudo.

Além disso, desde 2008 o número de cidadãos da UE entre 20 e 24 anos que não estão nem empregados nem estudando ou em treinamento subiu em 25 dos 28 Estados. A Alemanha e a Suécia são os únicos países onde as perspectivas para essa faixa etária têm melhorado.

Na Itália, 32 por cento das pessoas na casa dos 20 anos se enquadram nessa categoria, enquanto na Espanha constituem 24,8 por cento.

"Não podemos nos dar ao luxo de perder uma geração na Europa, seja social ou economicamente", disse Aart De Geus, presidente do conselho executivo da Bertelsmann. "A UE e os seus Estados membros têm de fazer esforços especiais para melhorar de forma sustentável as oportunidades para as pessoas mais jovens."

Por outro lado, o estudo descobriu uma redução no número de pessoas com 65 anos ou mais sob risco de pobreza porque os rendimentos e benefícios da aposentadoria não caíram tão fortemente como os dos cidadãos mais jovens.

Bertelsmann disse que três tendências gerais europeias exacerbaram esse abismo entre jovens e velhos: a dívida pública crescente, estagnação do investimento em educação e pesquisa, e aumento da pressão sobre a viabilidade financeira dos sistemas de previdência social.

Suécia, Dinamarca, Finlândia, Países Baixos e República Checa ficaram no topo do ranking de justiça social, enquanto a Grécia, Romênia, Bulgária, Itália e Espanha estavam na parte inferior.


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