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Crianças sírias que morreram afogadas são enterradas ao lado do corpo da mãe

Morte por afogamento de dois meninos e mãe, durante naufrágio quando tentavam chegar à Europa, virou símbolo da tragédia dos refugiados 04/09/2015 às 09:05
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O pai, o único sobrevivente da família no acidente marítimo, acompanhou os corpos
Agência Lusa Ancara

Aylan Kurdi, a criança de 3 anos cuja morte num naufrágio virou símbolo da tragédia dos refugiados, foi enterrado hoje (4) na sua cidade natal de Kobane, no Norte da Síria, informou a imprensa turca.

A família Kurdi fugiu da cidade, que durante meses esteve ocupada pelo grupo terrorista Estado Islâmico, numa tentativa de seguir para o Canadá, onde vive uma tia do rapaz.

Aylan, o seu irmão Galip, de 5 anos, e a mãe encontravam-se entre os 12 sírios que morreram afogados na noite de terça-feira (1º) para quarta-feira (2), quando faziam a travessia entre a cidade turca de Bodrum e a ilha grega de Kos.

Os corpos dos três foram transportados de avião ontem (3) à noite para Istambul e hoje para Sanliurfa, no extremo sul da Turquia, e depois para Suruc, uma cidade turca que faz fronteira com Kobane. O pai, o único sobrevivente da família, acompanhou os corpos.

Abdallah Al Ebdi agradeceu a ajuda às autoridades turcas. Responsáveis do Departamento da Imigração turco e psicólogos acompanharam o pai, e a caravana foi escoltada até a fronteira por veículos policiais, disseram por telefone à agência noticiosa espanhola EFE vários jornalistas locais em Suruc.

“Como pai que perdeu os seus filhos, só quero que acabe esta dor e que acabe a guerra na Síria”, disse Abdallah Al Ebdi.

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