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Cotidiano
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Crimes virtuais crescem e causam transtorno a usuários

Dois terços dos internautas já foram vítimas e, desde o surgimento dos smartphones, novas ameaças ganharam força 05/11/2013 às 08:45
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Para garantia de privacidade e segurança, recomenda-se a utilização de senhas, geralmente desprezadas
Jaíze Alencar Manaus, AM

Já imaginou ser vítima de algum crime vitual? Ter a sua conta bancária mexida, sua rede rede social invadida ou mesmo ter seus dados pessoais divulgados para milhares de pessoas ou ainda algo secreto ser descoberto por alguém que você não autorizou? Dois em cada três internautas já foram vítimas de crimes virtuais no mundo.

Os dados são do relatório de cibercrime do ano passado divulgado pela Norton, linha de antivírus da empresa de soluções de segurança virtual Symantec.

Desde seu surgimento, os vírus de computador evoluíram, com a popularização dos smartphones e do comércio eletrônico, novas ameaças ganharam espaço entre os internautas, isso porque dois terços dos operadores não usam dispositivos de seguranças, o que os expõem a vírus ou a programas mal-intencionados (malware), mostra a pesquisa.

A auxiliar administrativa, Rebecca Oliveira, de 26 anos, conta que no auge da rede social Orkut, teve sua conta invadida. “Alguém trocou minha senha, colocou no meu perfil a foto de um homem pelado, trocou as legendas das minhas fotos, foi o muito constrangedor. Todo mundo que me encontrava perguntava e eu já não sabia o que fazer, até que, com muito esforço do meu namorado, que fazia engenharia da computação, consegui resolver o problema”, lembra Rebecca.

Depois do problema, ela passou a ficar mais atenta. “Agora, na era do Facebook, estou mais atenta, não abro minha conta em qualquer computador, não deixo minhas fotos liberadas para qualquer pessoa ver. Praticamente, tudo na minha rede social é bloqueado, e disponível apenas para amigos”, destaca.

A pesquisa aponta que mais da metade dos usuários de smartphone dorme com os celulares e que a metade deles não utiliza nenhuma precaução como o uso de senhas, beckup dos dados e utilização softwares de segurança.

A diretora de uma escola particular na Zona Norte, Ruzeane Pontes, perdeu um Iphone, e conta que não tinha nenhum aplicativo ou software de segurança. “Tinha muitos arquivos pessoais registrados nele, contatos, rede social, fico preocupada que alguém mal intencionado possa querer me prejudicar“, mas agora vou ficar atenta e o próximo celular que comprarei”, conta.

A filha caçula de Ruzeane, Laís Pontes, 17, teve o smartphone roubado, há um mês, o aparelho celular da filha possuía senha para desbloquear o telefone, medida de segurança que ajuda a reduzir os crimes virtuais. As duas fazem parte de um grupo de 27% de usuários descritos na pesquisa que perderam os dispositivos móveis.

De acordo com o levantamento, o custo do cibercrime é estimado em R$ 220 bilhões e atinge cerca de 556 milhões de pessoas todos os anos. O Brasil está no topo dessa lista, com um prejuízo anual estimado em R$ 16 bilhões. O estelionato é o crime mais frequente, conta o delegado Irineu Brandão. “Não é que este tipo de crime tenha aumentado, apenas os criminosos estão utilizando a internet como ferramenta de trabalho e se aproveitando das pessoas que estão desatentas”.

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