Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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Críticas à Zona Franca de Manaus geram discussões no Amazonas

O articulista Ribamar Oliveira diz que modelo é vulnerável, já o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, afirmou que o estudo não representa a realidade local


26/04/2013 às 11:51

Na edição de ontem do jornal “Valor Econômico”, o articulista Ribamar Oliveira defendeu em seu artigo a ideia de que a Zona Franca de Manaus precisa ser repensada. Utilizando-se do argumento do montante de impostos que o País abre mão para se manter os incentivos fiscais da ZFM, o jornalista criticou duramente o modelo.

Segundo o texto, mais de 30% dos benefícios fiscais oferecidos pela Zona Franca são custeados por municípios e estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Ribamar destacou que somente com a isenção do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em 2010, a Zona Franca retirou R$ 2,6 bilhões do orçamento de 20 Estados e dos fundos constitucionais de investimento. Oliveira também utilizou o estudo “Zona Franca de Manaus: desafios e vulnerabilidades”, produzido pelo Senado Federal para embasar seus “ataques”. No fim do artigo, ele atesta que não existem perspectivas para que o modelo da Zona Franca se torne sustentável e as empresas deixem de depender das benesses fiscais oferecidas pelo Governo.

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O artigo do Valor Econômico foi alvo de reflexão de especialistas e autoridades responsáveis pela gerência do modelo. O superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira afirmou que o estudo não representa a realidade local, pois leva em conta apenas os aspectos negativos da Zona Franca. De acordo com Thomaz, pontos como a importância da ZFM para o desenvolvimento da região foram esquecidos pelo autor do artigo. Ele ainda lembrou que apesar da renúncia fiscal da ZFM, o Amazonas ainda é responsável por 57% da arrecadação do Norte.

Já o economista Osiris Silva, concordou em parte com o artigo. Ele disse que já passou da hora de o modelo e os conceitos da ZFM serem rediscutidos. “Enquanto os demais estados se prepararam para a guerra nós estamos por aqui apelando para valores subjetivos, frágeis, superados, sem sustentação técnica e política. O modelo envelheceu. Está cansado. Vivemos em um mundo completamente diferente dos anos 70. Mas teimamos em não evoluir. Ainda vamos acabar pagando caro por isso”, criticou o economista.

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