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Cotidiano
CAPACITAÇÃO

Internacional: Escolas preparam alunos para formação equivalente ao ensino no exterior

Entenda como a educação internacional desde as séries iniciais ajuda a construir uma carreira de sucesso 19/08/2018 às 06:20 - Atualizado em 20/08/2018 às 13:33
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O gerente de marketing da Cambridge International, Fabrizio Rossi destaca a diversidade do currículo. Foto: Divulgação
Rebeca Beatriz Manaus

O domínio de um segundo idioma, além de ser uma das competências mais exigidas nos dias atuais, é fundamental para quem deseja construir uma carreira em outro país.  Para que o contato com outro idioma comece cada vez mais cedo, já existem padrões de ensino dentro das escolas brasileiras, visando atender à demanda do mercado, e qualificar o aluno para as experiências no exterior. Em Manaus, existem escolas bilíngues e uma escola internacional.

Entenda como a educação internacional desde as séries iniciais ajuda a construir uma carreira de sucesso e saiba o que falta para o modelo se popularizar.     

Cambridge International
O ensino Cambridge International está presente em 10 mil escolas, distribuídas em mais de 160 países, entre eles, o Brasil. Na capital manauara, a Amazonas English Academy, localizada na Ponta Negra, utiliza este método, que consiste em desenvolver no aluno habilidades de raciocínio e aprendizagem voltadas para os desafios da esfera global, como explica o Gerente de Cambridge Assessment International Education para o Brasil, Fabrizio Rossi. 
 “As escolas certificadas não descartam o currículo brasileiro, mas utilizam também a base curricular inglesa. O aluno aprende a se expressar em português e em inglês, mas aprende além disso a compreender os desafios globais e a realidade dos outros países”, comenta.
A grade curricular conta ainda com disciplinas voltadas para o empreendedorismo e mercado de trabalho.

Experiência
Na Amazonas English Academy, as aulas são ministradas na língua inglesa. A escola recebe alunos a partir dos três anos de idade até o quarto ano do Ensino Médio, grade semelhante à dos Estados Unidos. Os alunos aprendem disciplinas como Mecânica, Estatística e Libras.
A brasileira Lee Se Young  estudou com o método Cambridge International na Amazonas English Academy. Atualmente, Young é aluna de uma universidade da Coreia do Sul.  Segundo ela, o contato com a cultura estrangeira  foi fundamental para a construção de uma jornada acadêmica em outro país. 
“Guardo memórias incríveis. Minha classe não era grande, mas eu gostava muito de estudar com meus colegas. É interessante ver como eles foram para diferentes países para continuar seus estudos e todos nós fizemos grandes conquistas. Estou curtindo minha vida universitária na Coréia do Sul, embora tenha levado algum tempo para me acostumar com o novo ambiente ao meu redor”, diz.

Destaque

Além do convívio diário com a língua e cultura inglesa, os alunos têm aula de computação, comunicação e perspectivas globais, em matérias que abordam desde os desafios contemporâneos do trabalho até questões cotidianas como o controle de finanças, etc. O ensino se assemelha ao das escolas estrangeiras e garante a habilitação internacional.

Opinião

Segundo o sociólogo que atua na área de Educação, Marcelo Silveira, a diversidade no calendário acadêmico, entre outros fatores relacionados à cultura do país de referência, limitam o modelo de educação internacional dentro das escolas brasileiras.

“O modelo  de educação internacional não será democrático e de amplo acesso. Ele tem como base o currículo e o próprio calendário escolar do país referência, o que se torna um problema para a maior parte de pais e mães que trabalham de acordo com o calendário nacional. Além disso, a cultura e os valores passados são também do país, o que pode não ser interessante para quem não tem perspectiva de se mudar ou que seja  originário de lá. Nesse sentido, a demanda por este modelo de educação é  pequena, mas Manaus tem potencial para uma oferta maior, tendo em vista a pluralidade de origens de sua população. Talvez, mais interessante que incentivar escolas de Educação Internacional, seja ampliar o modelo de escolas bilíngues no sistema público de ensino, com projetos pedagógicos que envolvam a cultura, as artes, os esportes, as ciências e a história do país ou países que falam o idioma, sem abandonar nossa cultura”, conclui.
 

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