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Curso de Ciências Econômicas da UEA cria núcleo de estudos do Polo Industrial de Manaus

O projeto é um escritório onde os acadêmicos reúnem um banco de dados sobre estudos e análises de cenários das empresas que integram o PIM 27/02/2016 às 15:19
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Projeto acadêmico é coordenador pela professora Fabiana Lucena
Fabíola Abess Manaus (AM)

A decodificação dos indicadores de nível de empregos, taxas de juros, tabelas e outras variáveis macroeconômicas do universo do Polo Industrial de Manaus para a sociedade, imprensa e empresários é uma das propostas do Núcleo de estudos ‘Observatório do Polo Industrial de Manaus (PIM)’ da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), lançado no último mês de dezembro.

O projeto desenvolvido pelos alunos e professores do curso de Ciências Econômicas da Escola Superior de Ciências Sociais (ESO), é um escritório onde os acadêmicos reúnem um banco de dados sobre estudos e análises de cenários das empresas que integram o PIM. O primeiro relatório trimestral do Observatório vai ser divulgado na primeira semana de março, com os dados dos meses de dezembro a fevereiro e vai ser disponibilizado no site www.observapim.com.br.

A coordenadora do Núcleo, professora Fabiana Lucena Oliveira, lembra que a UEA tem o Polo Industrial de Manaus como principal mantenedora da instituição a partir do percentual de 1,3% do faturamento das indústrias, garantidos por lei estadual. E desde a criação da Universidade, existia a intenção de abrir um curso de Ciências Econômicas regular na capital, fato que ocorreu em 2014, pois a instituição já mantinha um curso no interior do Amazonas que já foi finalizado e formou 405 economistas.

“Com a abertura desse curso de economia regular na capital, nós soubemos que era uma boa iniciativa abrir um observatório porque o PIM é nosso mantenedor”, explicou.

A equipe do Observatório também vai produzir relatórios dos impactos dos índices do Polo Industrial e seus desdobramentos para a UEA, assim como de todas as publicações que envolvam variáveis macroeconômicas que passarão primeiro pela análise do Observatório para que sejam publicados pela Universidade. “Nesse momento o faturamento só cai. Então a gente acompanha e publica para a reitoria o que pode acontecer a partir dessa queda”, exemplifica.

O observatório também se propõe a produzir, divulgar e acompanhar estudos, pesquisas e práticas sobre o PIM, prestar apoio às indústrias, através da disponibilização de séries numéricas e montagem de cenários, contribuir com o mapa numérico e de índices do PIM, estudar e identificar oportunidades de redução de custo às entidades interessadas e contribuir com análises de cenários para tomada de decisões na UEA.

Ciência x mercado de trabalho

Atualmente, segundo a coordenadora, o banco de dados é pequeno e depende de fontes como a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplanct), mas a ideia é que até o final do primeiro semestre, o Núcleo tenha um número em suficiente para criar os próprios índices. Todos esses dados vão ser trabalhados em formato de artigo científico para publicação.

“Alguns dados dependem da Suframa, e a gente não tem tido uma parceria muito aberta, porque os dados oficiais estão fechados desde 2011. Com a Secretaria de Planejamento a gente tem encontrado uma parceria”, informou a coordenadora do Núcleo.

Segundo o reitor da UEA, Cleinaldo Costa,  permite a aproximação das instituições. “Com essa iniciativa do Observatório vamos ter vantagem econômica para o nosso Estado, porque vai permitir verificar a realidade de forma numérica, quantitativa e qualitativa e vai trazer oportunidade de dialogar mais de perto com o Polo industrial”, disse.

A equipe do Observatório vai divulgar posts diários sobre temas escolhidos em reunião de pauta sobre algum fato econômico e vai ficar à disposição da imprensa para consultas, funcionando como apoio para jornalistas e para a sociedade de um modo geral que tiver interesse no Observatório como fonte de pesquisa.

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