Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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SEM CUBANOS

Das 92 vagas do Mais Médicos para áreas indígenas, 11 foram preenchidas no AM

São 226 vagas remanescentes da primeira chamada do Programa do governo federal sendo que 81 se referem aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI)


22/12/2018 às 15:58

O Amazonas possui 226 vagas remanescentes da primeira chamada do Programa do governo federal “Mais Médicos”, sendo que 81 se referem aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Os interessados com registro no Brasil tiveram até ontem para se inscrever no programa.

Em todo o País, são disponibilizadas 2.448 vagas em 1.177 municípios e 28 DSEIs. O Ministério da Saúde divulgou que 5.846 médicos se apresentaram nas cidades escolhidas ou iniciaram as atividades e o prazo final para os médicos se apresentarem finalizou na última terça-feira.

Nesta segunda chamada para o preenchimento das vagas que ficaram em aberto, os profissionais que participaram do edital anterior e desistiram não puderam escolher a localidade que desejam atuar.

Sobre as vagas no Estado do Amazonas, o Ministério da Saúde informou que o novo edital do programa é concernente ao atendimento dessa demanda. “Estamos publicando os editais com o intuito do preenchimento das vagas. Neste primeiro momento para brasileiros com CRM Brasil e/ou revalidados, em seguida brasileiros formados no exterior  e por último os estrangeiros”, ressaltou a nota enviada pelo órgão federal.

De acordo com o cronograma divulgado pelo Ministério da Saúde, nos dias 27 e 28 deste mês os médicos brasileiros, formados no exterior, escolhem os municípios com vagas disponíveis. Já nos dias 3 e 4 de janeiro, é a vez dos médicos estrangeiros formados no exterior e nos dias 8 e 9 de janeiro a apresentação dos médicos brasileiros formados no exterior.

Interior

O presidente da Associação Amazonense dos Municípios e prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante, afirma que diante do quadro de saída dos médicos do interior do Estado, a solução seria transferir recursos federais para os prefeitos.

“A área indígena é a mais afetada, muito preocupante. A sugestão que a confederação dá é que o Ministério da Saúde passe esse recurso para o DSEI ou para as prefeituras para que possam fazer uma contrapartida aumentando o valor do salário, até pela Região Amazônica, até pela dificuldade de acesso e até pela dificuldade do profissional pelo trabalho tem que ser um valor diferenciado e talvez consigamos preencher essa lacuna. Se não for dessa forma, dificilmente nós vamos conseguir preencher essas vagas com brasileiros com CRM”, apontou. 

O presidente destaca que os demais municípios não tiveram tantos problemas com a adesão dos médicos como o caso das aldeias indígenas. “Nos municípios, com exceção das áreas indígenas, superou até as nossas expectativas, a maior parte dos médicos se apresentou, se validou, a adesão foi muito boa tanto no primeiro edital quanto no segundo e está fluindo bem. O maior problema está na área indígena, porque os médicos não estão aceitando ficar nas aldeias, principalmente as mais distantes”, disse Cavalcante.

Programa distribuído em sete distritos

Das 92 vagas para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), do Programa Mais Médicos, ainda restam 81 para serem preenchidas, o que representa apenas 12% de comparecimento dos inscritos, segundo a tabela fornecida pelo presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (COSEMS-AM), Januário Neto.

O DSEI do Alto Solimões é o que possui o maior número de vagas disponíveis, contabilizando 27. Seguido do DSEI do Alto Rio Negro com 17.  Já o DSEI Parintins e Médio Solimões possuem nove cada um.

O DSEI do Médio Purus tem disponibilidade de sete vagas e Manaus e Javari tem seis cada um, conforme a tabela.

No edital de primeira chamada do programa do governo federal apenas 30 médicos fizeram a adesão, restando 62 vagas sem inscrições.

Já nos municípios, das 230 vagas, houve a adesão de 194 médicos interessados em participar da seletiva. 

As vagas remanescentes tanto dos 46 municípios como dos sete DSEIs apontam que houve um comparecimento de 96 médicos que se apresentaram para atuar nas localidades das 322 disponibilizadas pelo programa.

Comentário: Mena Barreto, médico e membro do Fórum em Defesa do SUS

O Programa Mais Médicos, na minha visão, é uma fraude. Em qualquer abertura de conversa coloco isso, o Mais Médicos, criado pela Dilma (Rousseff), é uma fraude.

Município de forma irresponsável, inclusive aqui de Manaus, pegou esse programa, não abriu   concurso para aumentar o quadro de profissionais, não só médicos, mas enfermeiros, farmacêuticos, cirurgiões dentistas, etc e fica utilizando essa “meia sola” de atendimento. Eles teriam que abrir concurso, para montar a rede de baixo para cima. O Estado dando suporte aos municípios e o governo federal dando suporte ao Estado e ao município. Isso não ocorre. Aí fizeram esse procedimento. 

Nós, aqui no Estado, saímos na frente com uma emenda à Constituição, inclusive conseguimos implantar em 2013 através dessa emenda à Constituição a Carreira Médica no Estado do Amazonas. Esses profissionais, quando fazem concurso, têm que ir para o interior, e nas classificações, os primeiros colocados escolhem os municípios.

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