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Cotidiano
democracia sob risco

Debate sobre política termina em confusão e agressões na Escola Normal Superior (UEA)

As divergências e o conflito de opiniões sobre a situação política no País saíram do campo das ideias e se materializaram em violência 29/04/2016 às 23:16
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Ativistas do movimento contrários ao impeachment da presidente Dilma, colocaram uma faixa no prédio da Escola Normal Superior durante o ato (Foto: Divulgação)
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

Um ato promovido pela Frente Brasil Popular, Comitê das Humanidades e Comitê pela Democracia da Ufam, ocorrido na noite desta sexta-feira (29), na Escola Normal Superior (UEA), localizada no cruzamento entre as avenidas Djalma Batista e Darcy Vargas, bairro Chapada, terminou em confusão e agressões.

De acordo com o líder estudantil Yann Evanovick, presente no debate, a confusão começou quando pessoa contrária aos pensamentos expostos na reunião [entre eles, a defesa do mandato da presidente Dilma] chegou ao local, o empresário e ativista pró-impeachment Kléber Romão, incomodado com o ato. Romão, por sua vez, informou para a reportagem que foi ao local registrar imagens de faixas que preenchem a fachada da universidade.

“A temática do debate era a democracia debate transcorria tranquilamente, até que surgiu o Kleber Romão, que é um fascista que gritava 'Viva a ditadura', 'Viva os torturadores'. No final, quando o debate já havia terminado, ele e um cinegrafista foram para a porta da sala dos professores tentando acuar os funcionários. Foi quando decidiram mandar ele embora, ele apertou o braço da Bruna Brelaz, presidente União Estadual dos Estudantes”, afirmou.

Yann disse também que ele e uma série de professores e estudantes foram ao 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP) denunciar as agressões sofridas após o término do debate.

'O que faziam era crime,' diz Romão sobre faixa

“Por volta das 15h, um amigo passou na avenida Darcy Vargas e viu uma grande faixa colocada na fachada UEA escrito ‘Não vai ter golpe’, e eu sou um ativista a favor do impeachment, falei ao meu irmão para irmos lá e filmar, pois isso que está acontecendo no local é um crime, não podem utilizar uma instituição de ensino como um palco de uma ação político partidária. Já na chegada, fomos hostilizado pela maioria de pessoas que são do PCdoB, mas fiquei lá”, contou Kleber Romão.

Kleber afirmou que tentou entrar no debate, juntamente com seus amigos, porém não foram autorizados. “Foi negado a palavra pra mim e para um amigo. Então, fomos falar com a diretora para que ela concedesse uma nova data para promovermos um ato em favor do impeachment, foi aí que aconteceu a confusão”, conta.

“Prestei uma queixa de agressão de várias pessoas, que já foram identificadas nas filmagens e vamos acioná-las de acordo com a legislação. O que não podem é utilizar uma estrutura pública para fazer doutrinação ideológica”, encerrou.

Todos os envolvidos na confusão estão a caminho do Instituto Médico Legal para realizar exame de corpo de delito.

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