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Cotidiano
SAÚDE

Defensoria quer inspecionar e fazer diagnóstico da situação do SUS em todo o AM

A ideia é realizar um diagnóstico da situação do Sistema Único de Saúde (SUS) e propor orientações e recomendações a Secretaria de Estado de Saúde 10/10/2017 às 15:57
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A Maternidade Balbina Mestrinho foi inspecionada na última sexta-feira pela Defensoria dos Direitos à Saúde (Foto: Divulgação/DPE-AM)
Kelly Melo Manaus (AM)

A Defensoria Pública Especializada na Promoção e Defesa dos Direitos Relacionados à Saúde pretende inspecionar pelo menos uma unidade de saúde do Estado a cada 15 dias. A ideia é realizar um diagnóstico da situação do Sistema Único de Saúde (SUS) e propor orientações e recomendações a Secretaria de Estado de Saúde (Susam). A informação foi confirmada pelo defensor público Arlindo Gonçalves.

De acordo com o defensor, que coordena as inspeções em parceria com o Conselho Regional de Medicina no Amazonas (Cremam), na próxima semana as duas instituições vão produzir o primeiro relatório apontando os resultados da fiscalização realizada na maternidade Balbina Mestrinho, na última sexta-feira, e apresentar as orientações recomendações não só aos gestores da unidade como também ao secretário de saúde.

“Esse trabalho é para identificar as reais necessidades das unidades hospitalares e propor recomendações para que o atendimento seja melhorado. Vamos dar um tempo hábil para que essas melhorias aconteçam pois a ideia é fortalecer o SUS”, explicou o defensor público.

Gonçalves afirmou ainda que não descarta a possibilidade de ajuizar ações civis contra o Estado. “Nós queremos evitar a via judicial. Mas se as recomendações não forem atendidas conforme o que for apresentado à Susam, essa possibilidade existe sim. Mas não é o que queremos”, afirmou ele, ao mencionar que hoje, a Defensoria da Saúde acumula muitas denuncias referentes a atendimentos de alta complexidade, falta de medicamentos e cirurgias.

Segundo Arlindo Gonçalves, os dois primeiros hospitais a passarem pelo crivo da Defensoria em Cremam foram o Pronto Socorro Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo, na Zona Leste, em agosto, e na Maternidade Balbina Mestrinho, no Zona Sul, semana passada.

Entre as irregularidades encontradas no HPS Platão Araújo, o defensor destacou a falta de aparelhamentos da salas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de medicamentos como antibióticos, além de falta de pagamento de funcionários da saúde.

Já na maternidade, a inspeção identificou além da falta de aparelhamento nas UTIs neonatais, a falta de leitos ou o improviso deles, e falta de equipamentos no centro cirúrgico. “O centro cirúrgico fica muito distante das UTIs e isso incide em demora em atender um paciente que requer uma atenção redobrada. Tudo isso será apontado no relatório, para que as providencias sejam tomadas tanto pelos gestores quanto pela própria secretaria de saúde”, reforçou o defensor público.

Nova reunião

Na próxima segunda-feira, 16, o defensor Arlindo Gonçalves e a diretoria do Conselho Regional de Medicina vão se reunir para elaborar o relatório das primeiras inspeções e traçar um cronograma para as próximas.

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