Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Defesa Civil: Ajuda mantida na vazante

Apesar do fim da cheia, os 40 municípios que decretaram emergência por conta da cheia seguem recebendo ajuda humanitária



1.jpg Em Benjamin Constant, o rio Javari, que sofre influência do rio Solimões, deixou bairros inteiros da cidade debaixo d’água e obrigou a prefeitura a decretar emergência
04/07/2013 às 22:01

Mesmo com o início da vazante nos rios da região, os 40 municípios do Amazonas que decretaram situação de emergência por conta da subida dos rios Negro e Solimões continuam recebendo ajuda da Defesa Civil do Estado para amenizar os prejuízos.

Os municípios afetados pela cheia deste ano ainda estão sendo atendidos com a ajuda humanitária do órgão, que deve manter o cronograma de entrega até o término do estoque de cestas básicas, kits dormitório, de higiene e água mineral, além dos medicamentos cedidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam) às cidades atingidas.

Nos 40 municípios, incluindo a capital, mais de 66 mil famílias foram afetadas pela cheia dos rios Negro e Solimões, somando mais de 330 mil pessoas prejudicadas. Segundo a Defesa Civil estadual, os atendimentos estão sendo feitos de acordo com a necessidade de cada município afetado.

Repasses

O Ministério da Integração Nacional autorizou no dia 31 de maio, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), a transferência de R$ 1,5 milhão para ações de socorro e assistência às famílias afetadas pela cheia no Amazonas.

De acordo com a Defesa Civil estadual, o recurso foi destinado à compra de materiais da ajuda humanitária e está sendo repassada aos municípios que tiveram a situação de emergência reconhecida por meio de portaria do governo federal. O trabalho de entrega está sendo feito em parceria da Defesa Civil estadual com as Forças Armadas.

Volta ao ‘normal’

No Município de Careiro da Várzea (a 29 quilômetros de Manaus), um dos mais afetados pela cheia do rio Solimões, as águas começaram a baixar em meados de junho. Aproximadamente 20 mil pessoas foram afetadas pela cheia no município. Os moradores esperam que, até o final do mês, o rio Solimões permita que eles retomem à vida normal, sem precisar das pontes de madeira para andar pela cidade.

A expectativa é a mesma para os moradores do Município de Anamã (a 168 quilômetros de Manaus), que também teve 100% do território alagado por conta da subida do rio Solimões. “Alguns moradores que estavam em áreas que ficaram alagadas e que construíram marombas nas suas casas já puderam retirá-las”, relatou a dona de casa Eulázia Lima.

Manaus

Na capital, as ações seguem com o monitoramento das áreas afetadas pela subida do rio Negro, que atingiu o nível máximo no dia 14 de junho, com a marca de 29,33 metros. Ontem, o nível do rio Negro era de 29,03 metros, ou seja, 30 centímetros abaixo do pico deste ano.

Ao todo, 14 bairros foram afetados pela cheia e um total de 2.316 famílias foram beneficiadas com o aluguel social, cestas básicas, colchões e garrafões de água.

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