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Defesa Civil de Roraima pede apoio da Força Nacional a fim de combater incêndio florestal

O Corpo de Bombeiros do Amazonas e a Polícia Civil de Roraima também estão atuando no combate ao fogo, que já desvastou o equivalente de 1,3 mil campos de futebol 05/02/2016 às 08:55
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Bombeiros do Amazonas estão auxiliando o combate ao fogo, que já destruiu o equivalente a 1,3 mil campos de futebol
Isabelle Valois ---

A Defesa Civil do Estado de Roraima solicitou ontem um reforço da Força Nacional, do Exército e Aeronáutica para o combate ao incêndio florestal em uma Área de Preservação Permanentes (APP) nas proximidades das margens do rio Jauaperi, no Município de Caracaraí (RR), na fronteira com o Amazonas.

Além da ajuda dos órgãos de defesa, o Corpo de Bombeiros do Amazonas e a Polícia Civil de Roraima também estão atuando no combate ao fogo, que já desvastou o equivalente de 1,3 mil campos de futebol.

Para o assessor oficial do Corpo de Bombeiros de Roraima, sargento Raustman Gondim, a situação é preocupante, pois além do incêndio há municípios que estão com sérios problemas ocasionados pela estiagem do rio Branco.

De acordo com Gondim, dos 15 municípios que existem em Roraima, 13 decretaram situação de emergência. Os dez primeiros decretaram emergência no dia 22 de janeiro e mais três decretaram no dia 28 de janeiro. “O secretário da Defesa Civil do Estado, Cleudiomar Ferreira, viajou hoje (ontem) para Uimarita, que também deve decretar situação de emergência nos próximos dias. A única cidade que não decretou emergência é a capital Boa Vista. Enquanto isso, aguardamos a respostas do pedido de ajuda das entidades de defesa”, completou o assessor.

Quanto às queimadas, a preocupação maior para a Defesa Civil de Roraima está em cinco municípios. ”Mucajaí, São João Baliza, Iracema, Cantá e Rorainópolis são onde há os casos mais preocupantes. Nesses dois último dias houve chuva em Rorainópolis, mas a situação por lá continua crítica”, reforçou Gondim.

Conforme os dados da Defesa Civil de Roraima, no mês de janeiro foram registrado aproximadamente 24 mil focos de calor em todo o Estado. Nesses quatro primeiros dias de fevereiro já foram registrados 519 focos de calor. Do total, 163 foram registrados no município de Mucujaí.

Amazonas

O assessor do Corpo de Bombeiros do Amazonas, Janderson Lopes, informou que na área onde foram solicitados para o combate do fogo, na região do rio Jauaperi, fronteira com Roraima, ainda existem focos de incêndio e que a situação é preocupante para a corporação.

Recorde de estiagem no rio Branco

No dia 30 de janeiro, o rio Branco, atingiu o mais baixo nível da história. De acordo com pesquisador em geociência do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), André Santos, esta é a maior estiagem registrada, considerada uma situação preocupante para o Estado de Roraima.

No caso do Amazonas,  Santos informou que o rio Branco é considerado como um contribuente para o rio Negro, por isso, segundo ele, há uma perda na contribuição do nível do rio, mas isso não deve refletir em tanta diferença, pois as subidas e descida das águas do rio Negro têm base no rio Solimões.

Conforme o pesquisador, o que ocorre no rio Branco está relacionado com o fenômeno El Niño. “Com essa situação de estiagem, o clima naquela região fica mais quente e mais seco, provocando a presença de mais focos de incêndio e mais dificuldades para o combate, pois as regiões onde há água estão mais baixas. É necessário que a população evite ser um contribuinte das queimadas”, reforçou. 

Em números

24 mil focos de calor  foram registrados em todo estado de Roraima pela Defesa Civil só no mês de janeiro. Nos primeiros quatro dias de fevereiro, 519 focos de calor foram registrados, 163 casos no Município de Mucajaí.

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