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Defesa Civil do AM afirma que descida das águas está ‘dentro da normalidade’

Conforme último balanço, 16 cidades do interior haviam saído da situação de emergência decretada pelo órgão ainda na fase da cheia 21/08/2015 às 09:18
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Os moradores de Boca do Acre, que estava em estado de calamidade pública, viram o Purus baixar mais de 14 metros
oswaldo neto ---

Todos os rios do Amazonas estão em processo de vazante conforme avaliação da Defesa Civil do Estado, que classificou o ritmo do fenômeno como “dentro da normalidade” até o momento. Conforme último balanço, 16 cidades do interior haviam saído da situação de emergência decretada pelo órgão ainda na fase da cheia. Em Boca do Acre, um dos municípios que registraram grau de calamidade pública, o rio Purus registrou uma diminuição de mais de 14 metros.

As calhas do Juruá, Solimões e Purus são as que apresentaram as descidas mais significativas das águas, no entanto, eram previstas pela Defesa Civil. Isso porque devido elas terem sido as primeiras afetadas no ciclo inicial da cheia, consequentemente vêm tendo a vazante mais intensa.

É o caso de Boca do Acre, na calha do Purus. De acordo com a Defesa Civil, o município atingiu a cota máxima em março, onde registrou 21,30 metros. Ontem, o nível do Purus era de 6,47 metros, ou seja, a vazante chegou a 14,83 metros.

“Esses números estão dentro de uma normalidade, tanto é que os órgãos responsáveis pelo monitoramento dizem que nada aponta para uma seca que nem a de 2010”, afirmou o subcomandante da Defesa Civil do Amazonas, Fernando Pires. De acordo com o gestor do órgão, os municípios de Atalaia do Norte, Iranduba e Careiro da Várzea podem ser considerados três municípios com as maiores médias de vazante. Em Atalaia, por exemplo, a diminuição na cota do rio Solimões foi de 9 centímetros entre quarta e quinta-feira.

“A gente acredita que essa vazante não vai causar nenhum desastre. Esperamos que os rios cheguem a sua realidade até setembro. Enquanto isso, vamos continuar trabalhando para trazer a normalidade para os atingidos”, declarou Pires.

Auxílio na vazante

Apesar de uma seca ser descartada pela Defesa Civil do Estado, o órgão vem trabalhando para auxiliar aqueles que podem estar se aproximando dessa condição. Por meio da “Operação Vazante”, o órgão pretende distribuir cerca de 22 mil kits de limpeza para os municípios que solicitarem auxílio do Estado.

De acordo com Fernando Pires, os kits são compostos por objetos como vassouras, sabões, rodos, baldes e escovas. A finalidade do kit limpeza é justamente prevenir a proliferação de doenças como diarréia, a qual se torna muito comum nesse período.

Para ele, nenhum dos fenômenos deve ser entendido como mais grave. “Independente se for enchente ou vazante, para nós nenhum desastre é pior que o outro. Todos eles causam danos nas mesmas proporções, e por isso são estudados com antecedência para que os problemas sejam os menores possíveis”, disse.

Balanço

Conforme último balanço divulgado pela Defesa Civil, 16 municípios deixaram a condição emergencial e Boca do Acre abandonou o estado de calamidade pública homologados pelo Estado. De acordo com o órgão, mais de 1.400 toneladas de alimentos e 10 mil kits de madeira foram distribuídos durante a enchente no Amazonas.


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