Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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Defesa Civil inicia levantamento para auxiliar famílias atingidas pela cheia dos rios no Amazonas

Cerca de oito mil famílias já sofrem os impactos da cheia nos municípios de Itamarati, Eirunepé, Ipixuna, Guajará e Envira, que estão em estado de emergência



1.jpg Segundo o coronel Roberto Rocha, as cheias vêm piorando no AM desde 2005
05/02/2015 às 18:23

A Defesa Civil do Amazonas já iniciou o levantamento das necessidades das famílias atingidas pela cheia na calha do rio Juruá, onde os municípios de Itamarati, Eirunepé, Ipixuna, Guajará e Envira estão em estado de emergência.

Cerca de oito mil famílias já sofrem os impactos da cheia nesses municípios, aponta o órgão. De acordo com o monitoramento da Defesa Civil, outras duas cidades, Tabatinga, no Alto Solimões, e Humaitá, na calha do Madeira, estão em estado de alerta.



Boca do Acre, na calha do Purus, está em situação de atenção. De acordo com o secretário executivo de Ações de Defesa Civil do Amazonas, coronel Roberto Rocha, as equipes do órgão já iniciaram levantamento nas localidades afetadas pela cheia para saber qual a real situação de cada município e quais medidas serão tomadas.

“Nós temos equipes em Cruzeiro o Sul, no Acre, Humaitá e Guajará, que já estão fazendo um diagnóstico, para que possamos realizar relatórios e enviarmos ao governador José Melo, para a homologação do estado de emergência”, disse o coronel.

Ele explicou que, desde dezembro do ano passado, por determinação do governador, o Governo do Estado está monitorando a região do Juruá para prestar auxílio às prefeituras.

Técnicos monitoram diariamente 21 municípios e, a partir de agora, também vão poder contar com auxílio do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), com quem foi firmado um convênio esta semana. O centro de coordenação da Defesa Civil passará a funcionar no município de Cruzeiro de Sul, no Acre, por conta da proximidade com as cidades atingidas.

Roberto Rocha destacou que este ano o nível das águas na calha do Juruá está mais alto que em relação ao ano passado, o que pode indicar uma enchente maior que no último ano. “O município de Tarauacá, no Acre, foi o primeiro município a entrar em situação de emergência, antes do Natal e, agora, nós tivemos uma antecipação das cheias no Juruá, que normalmente só acontecem no final do Carnaval”, informou.

O coronel explicou ainda que desde 2005 o Amazonas vem sofrendo com grandes cheias, chamadas de fenômenos extremos, o que dificulta o planejamento e execução de medidas para retirar famílias de áreas e risco e de promover obras para evitar esse tipo de situação.

Segundo ele, nos últimos dez anos, foram sete “eventos extremos”, prejudicando o trabalho, já que a logística do Estado é complexa por conta das grandes distâncias.


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