Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
MAUS CAMINHOS

Defesa diz que Alecrim ‘corre contra relógio’ para fazer cirurgia de câncer em SP

Ex-secretário da Saúde preso na “Maus Caminhos” tenta na Justiça liberação para tratar câncer de próstata; primeiro pedido foi negado



share_big_1.jpg Foto: Arquivo A Crítica
10/01/2018 às 12:01

Após a Justiça Federal do Amazonas indeferir o pedido para que o ex-secretário de Saúde (Susam) Wilson Alecrim, preso na segunda fase operação Maus Caminhos, realizasse tratamento de saúde em São Paulo devido a um câncer de próstata, a defesa dele informou que vai reunir mais documentos para comprovar a necessidade da viagem e entrar com um outro pedido ainda hoje (10).

De acordo com o advogado Rodolfo Santana, a cirurgia foi indicada pelo médico de Alecrim antes da prisão. O ex-secretário da Susam foi preso no dia 13 de dezembro, durante a operação “Custo Político”, segunda fase da “Maus Caminhos”. “A cirurgia já estava marcada antes da prisão e, no caso dele, o quanto antes a cirurgia for realizada, maior a possibilidade de cura. Então a gente corre contra o relógio”, destacou Santana.

Na primeira tentativa, a Justiça Federal pediu um parecer do Ministério Público Federal (MPF) que julgou improcedente a necessidade da viagem, segundo o advogado. A defesa de Alecrim contou que a cirurgia, que é auxiliada por robótica, só é realizada em São Paulo como tratamento para o câncer de próstata do ex-secretário.

Maus Caminhos

A prisão preventiva de Wilson Alecrim e dos ex-secretários Afonso Lobo (ex-Fazenda) e Pedro Elias (ex-Saúde) foi convertida em domiciliar no dia 26 de dezembro, pelo juiz federal Ricardo Salles da 3ª Vara da Justiça Federal do Amazonas. Já no dia 31 de dezembro foram presos novamente tanto Wilson Alecrim como os outros ex-secretários e mais o ex-governador José Melo e o ex-secretário de Administração e Gestão Evandro Melo, irmão de José Melo.

Atualmente, Melo e os ex-secretários dividem o mesmo pavilhão do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) II, localizado no Km 8 da rodovia federal BR-174, na zona rural de Manaus.

Todos foram presos em fases da Operação Maus Caminhos, deflagrada pela Polícia Federal, MPF e Controladoria-Geral da União (CGU) com objetivo de combater um esquema de propinas e desvios de verbas públicas da Saúde do Amazonas. A primeira fase da operação foi deflagrada em 2016 e as duas últimas fases em dezembro de 2017.

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