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Cotidiano
BOLSONARO

Defesa de agressor de Bolsonaro vai pedir exame de sanidade mental dele

A defesa sustentou que a agressão a Jair Bolsonaro foi um “ato solitário”, movido pelo que classificaram de “discurso de ódio” do próprio candidato 07/09/2018 às 19:38 - Atualizado em 08/09/2018 às 08:34
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Foto: Agência Brasil
Vladimir Platonow (Agência Brasil) Juiz de Fora (MG)

Os advogados que representam Adélio Bispo de Oliveira, preso por esfaquear o candidato à Presidência da República pelo PSL, deputado federal Jair Bolsonaro, informaram que vão solicitar exames de sanidade mental do cliente. Quatro advogados acompanharam Adélio a uma audiência de instrução com a juíza Patrícia Alencar, na Justiça Federal, na tarde desta sexta (7). A juíza determinou a transferência dele para um presídio federal.

A defesa sustentou ainda que a agressão do cliente a Jair Bolsonaro foi um ato solitário, movido pelo que classificaram de “discurso de ódio” do próprio candidato. “Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada do nosso cliente”, disse o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior. Um dos motivos, segundo a defesa, foi a referência pejorativa aos negros quilombolas, já que seu cliente se identifica como negro.

O advogado informou que a defesa concordou com a transferência de Adélio para um presídio federal, para garantir sua integridade. O advogado também disse concordar com o indiciamento de seu cliente pelo Artigo 20 da Lei de Segurança Nacional, que fala em “praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político”.

Ontem (6), ao ser carregado por apoiadores durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro levou uma facada no abdôme. Ele foi levado para a Santa Casa de Juiz de Fora, onde foi submetido a uma cirurgia. Hoje pela manhã, o presidenciável foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

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