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Cotidiano
Pedido

Defesa de ex-prefeito Adail Pinheiro quer sigilo do processo liberado

Advogado diz que a sociedade tem o direito de saber porque que o Adail está preso há tanto tempo 29/04/2016 às 09:59 - Atualizado em 29/04/2016 às 16:00
Show justiceiro
Francisco Balieiro: “Por que o direito para o Adail é aplicado de forma diferente?” / Foto: Arquivo/AC – Luiz Vasconcelos
Aristide Furtado Manaus (AM)

O advogado Francisco Balieiro confirmou, na quinta-feira (28), que foi a defesa de Adail Pinheiro que levou à desembargadora Encarnação Sampaio a questão do sigilo no andamento do recurso que pede a soltura do ex-prefeito, que cumpre prisão preventiva há mais de dois anos.

“O processo era para ter entrado no tribunal em segredo de justiça porque extrai peças de outro que tramita em Coari que também está em segredo de justiça. Quando vimos que não estava em segredo comunicamos à relatora. Não queremos ser responsabilizados por isso. A nossa intenção é pedir ao juiz que abra o segredo”, disse o advogado. No processo, constam os nomes de cinco meninas que supostamente seriam vítimas de abusos sexuais. 

O processo a que se refere Balieiro é a ação penal que acusa Adail de   exploração sexual de crianças e adolescentes, estupro de vulnerável e formação de quadrilha. A denúncia foi apresenta no dia 7 de fevereiro de 2014 pelo então procurador de Justiça Francisco Cruz com base em investigação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).  Além de Adail foram presos, à época, para não atrapalhar as investigações, mais seis pessoas, das quais duas já foram soltas.

Francisco Balieiro afirmou, ontem, que pretende pedir  a liberação do sigilo. “Vou pedir  primeiro a ele (Adail). Ele tem que concordar. Eu queria que o juiz quebrasse o segredo de justiça porque eu acho que a sociedade tem o direito de saber porque que o Adail está preso há tanto tempo. Por que o direito para o Adail é aplicado de uma forma e para outras pessoas é de  forma diferente? Estou falando da Justiça como um todo no Amazonas. Um dia desses teve um acusado de jogar o filho no rio Negro e a criança morreu. A Justiça soltou ele. Não tem uma gravação, uma fala do Adail, absolutamente nada e ele esta preso há dois anos. E as supostas vítimas que o acusaram já se retrataram”, disse.

Na edição de ontem, A Crítica noticiou que um dia após a publicação de uma matéria sobre o pedido de soltura de Adail o caso passou a tramitar sobre segredo. O processo encontra-se na Segunda Câmara Criminal e tem como relatora a desembargadora Encarnação Sampaio.

STJ

O advogado Francisco Balieiro informou que o processo em que  Adail foi condenado a quase 12 anos de prisão, em novembro de 2014,  por exploração sexual infantil, está suspenso por conta de um recurso apresentado ao STJ.

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