Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2020
PROCESSO

Defesa de Temer avalia que não há manifestação no STF antes de denúncia

Temer foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao lado do Rodrigo Rocha Loures, pelo crime de corrupção passiva a partir da deleção da JBS



temer.JPG Na denúncia, Janot disse que Temer se valeu da condição de "chefe do Poder Executivo e liderança política nacional" (Foto: Agência Brasil)
28/06/2017 às 07:22

A defesa do presidente Michel Temer considera que não há manifestação a ser feita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a denúncia apresentada contra o presidente antes de a Câmara votar se autoriza ou não o processamento do presidente, por considerar que só há processo se houver a aprovação pelos deputados, disse um dos advogados de Temer.

“A nossa avaliação é que a defesa deveria se manifestar no Congresso, porque só há processo quanto houver a aprovação pela Câmara e o deferimento pela Câmara. Nós entendemos que esse é o procedimento correto”, disse a jornalistas o advogado Gustavo Guedes na noite de terça-feira.



Temer foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao lado do ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), pelo crime de corrupção passiva a partir da delação dos executivos da JBS.

Na denúncia, Janot disse que Temer se valeu da condição de "chefe do Poder Executivo e liderança política nacional" para receber para si, por intermédio de Rocha Loures, vantagem indevida de 500 mil reais ofertada por Joesley Batista.

Janot pediu que o STF, conforme lei referente à tramitação de ações penais na Corte, dê 15 dias de prazo para a defesa do presidente se manifestar. Depois dessa etapa, os autos seguem a Câmara dos Deputados, que deverá decidir se autoriza o Supremo a processar Temer. São necessários os votos de 342 deputados para autorizar o STF a levar o caso adiante.


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