Quarta-feira, 21 de Agosto de 2019
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Defesa do casal acusado de agredir e matar filho de 2 anos quer revogação de prisão

Advogados de Diego Oliveira e Sarah Lopes, presos por agredir e matar o filho, de 2 anos, dia 11 de setembro, em Manaus, entraram com o pedido alegando negativa de autoria e bons antecedentes. Mãe da criança disse que 'bateu para corrigir'



1.jpg Presos desde o dia 16 de setembro, Sarah e Diego trocam acusações sobre a morte
02/10/2014 às 10:51

A defesa do casal Diego Oliveira e Sara Lopes, acusado de ter agredido e matado o filho deles, Daniel Carlos Castro Lopes, de 2 anos e 11 meses, no dia 11 de setembro, entrou com o pedido de revogação de prisão, alegando negativa de autoria e bons antecedentes. A criança morreu com um golpe de cabo de vassoura, vários tapas e ainda com uma pancada com a jarra de um liquidificador. Os pais estão presos desde o dia 16, depois de terem confessado a agressão que resultou na morte do filho.

O pedido teve o parecer contrário do promotor Leonardo Tupinambá do Valle, que alegou que o casal tem “índole violenta”, demonstrada ao agredir, de forma violenta e repetida, o próprio filho, uma criança de dois anos e meio de idade. Segundo o promotor, “esse comportamento representa uma ameaça à paz social”.

Nesta quarta-feira (1) de manhã, o promotor da 2ª Vara do Tribunal do Júri Evandro da Silva Isolino ofereceu denúncia contra o casal por homicídio qualificado praticado por motivo fútil, com requintes de crueldade e sem dar chance de defesa á vítima. A denúncia será encaminhada ao juiz da vara, que vai decidir se acata ou não a denúncia.

Segundo o promotor, o filho do casal sempre sofreu maus-tratos. No dia do crime, Daniel Carlos estava brincando na frente de casa e, ao vê-lo, Diego o colocou para dentro de casa e passou a espancá-lo com um cabo de vassoura.

Quando a mãe do menino chegou do trabalho e foi dar comida para ele, a criança começou a vomitar e ela, então, passou a espancá-lo, dizendo que ele estava estragando comida e chegou a quebrar o copo do liquidificador na cabeça do filho. A criança ainda foi levada ao pronto socorro, mas sofreu três paradas cardíacas e morreu.

‘Bati para corrigir’

Durante a apresentação na DEHS, Sarah afirmou que o marido foi o culpado da morte do filho. “Eu bati para corrigir, mas matar não. A culpa é dele. Ele quebrou o cabo da vassoura no meu filho. Eu não fiz nada, só dei uns tapas nele porque ele não queria comer e bati com a garrafa de suco”, declarou Sarah.

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