Publicidade
Cotidiano
JULGAMENTO

Defesa vai alegar inocência de réus acusados de matar líder comunitária em Manacapuru

A sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri começou por volta das 12h30, em Manacapuru. A promotoria vai defender a culpa dos acusados 24/03/2017 às 13:35 - Atualizado em 24/03/2017 às 16:47
Show julgamento0333
Sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri dos réus Adson Dias da Silva e Ronaldo de Paula da Silva (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Silane Souza Manacapuru (AM)

A sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri dos réus Adson Dias da Silva e Ronaldo de Paula da Silva, começou por volta de 12h30 desta sexta-feira (24), no plenário da Câmara Municipal de Manacapuru. Os réus são acusados de homicídio qualificado da líder comunitária Maria das Dores dos Santos Salvador Priante, em 2015. A defesa vai alegar inocência deles. 

O advogado Isael Gonçalves, que está defendendo Adson Dias, acusado de ser o mandante do crime, disse que vai provar que o réu não mandou executar Maria das Dores. "Adson não tem qualquer participação nesse crime. Inclusive, logo que ocorreu o crime, muito se foi ventilado em razão de o Adson ter uma disputa política com a vítima. A polícia ao invés de procurar desvendar o crime encontrando seu verdadeiro autor foi exatamente atrás daquele que tinha uma disputa política com a vítima".

Ele afirmou que no Júri desta sexta-feira ficará demonstrado que Adson, além de não ter praticado o crime, também não foi o mandante, como vem sendo acusado. "Durante o julgamento vamos perceber que nenhuma  das duas coisas ocorreu. Adson não fez essas coisas. Isso vai ficar provado hoje durante esse julgamento", relatou. "Por uma questão de estratégia de defesa não posso falar agora, mas posso adiantar que as provas são testemunhais, documentais e são as provas que já foram colhidas nos autos", revelou. 

O defensor público Rafael Albuquerque Maia, que está defendendo Ronaldo de Paula, também vai alegar inocência. "No primeiro momento ele fez um depoimento com uma versão de confissão, mas, logo depois, perante o juiz, ele desfez tudo o que contou antes, esclarecendo verdadeiramente os fatos de que ele nunca participou do crime. Essa será a principal defesa, mas o caso é que realmente há várias circunstâncias que levam a crer que ele não participou desse crime e que teria realmente sido manipulado para poder falar as coisas que não queria dizer", disse.

Já a promotoria vai alegar que os mesmos são culpados.  "A nossa alegação é que houve a premeditação, que o crime foi contratado, que o mandante é o Adson e que o Ronaldo, que era o caseiro, foi partícipe, ajudou para que o crime ocorresse dando informações a respeito da vítima para que ela fosse sequestrada. O Ministério Público vai defender o que está nos autos e toda investigação feita pela polícia aponta para culpa dos réus, para a responsabilidade deles na execução da vítima", disse a promotora Aurely Freitas. 

A sessão foi suspensa por meia hora para o almoço.

Publicidade
Publicidade