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Deficiente visual, que imitava Ary Moutinho, é preso acusado de estelionato em Manaus

Augusto José Silva fazia ligações para empresários e autoridades locais para pedir em nome do presidente do TJ-AM a quantia de R$ 1 mil 22/05/2013 às 12:20
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Augusto José (de azul) tentou enganar o superintendente da Suframa e o ex-prefeito de Eirunepé, além de empresários
náferson cruz ---

O deficiente visual Augusto José Paes da Silva, 56, foi preso por agentes da Força-Tarefa da Secretaria Executiva de Inteligência (Seai), em cumprimento ao mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz Caio Catunda, do Plantão Judicial,  pela prática de crime de estelionato.

Segundo o investigador da Seai, Mário Paulo, Augusto Paes, natural do Município de Fonte Boa (a 678 km de Manaus) fazia ligações para empresários e autoridades locais, pedindo, em nome do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM), desembargador Ary Moutinho, a quantia de R$ 1 mil para fazer transplante de córnea. Augusto foi preso na segunda-feira numa estância alugada para ele na avenida Joaquim Nabuco, no Centro.

Mário Paulo disse que o acusado fazia as ligações e ele mesmo pegava o dinheiro. “Mas, em Manaus, os golpes que ele pretendia aplicar não chegaram a ser consumados”, destacou.  Na capital amazonense, Augusto tentou aplicar o golpe no superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa) Thomaz Afonso Queiroz, no ex-prefeito de Eirunepé, Dissica Valério e proprietários do Centro Universitário Nilton Lins. “Desconfiadas, as pessoas com quem Augusto teve contato ligaram para o desembargador Ary Moutinho para confirmar o pedido do dinheiro que seria supostamente para uma causa beneficente e como resposta o desembargador disse que não havia feito nenhuma ligação solicitando dinheiro a ninguem e imediatamente Moutinho acionou a Seai”, explicou o investigador.

O acusado, segundo a Seai, também chegou a se passar por governador da Bahia e chegou a extrair R$ 3 mil do Governo do Ceará e ainda ficou hospedado num hotel por três dias em Fortaleza, pago com dinheiro de golpes.

O secretário de Segurança do Estado, Paulo Roberto Vital, disse que a Seai investigava Augusto há um mês e que possuia informações precisas a respeito do estelionatário. “Ele tinha uma capacidade incrível de imitar as vozes de autoridades para aplicar seus golpes”, declarou. De acordo com Vital, há possibilidade de que outras pessoas estejam envolvidas neste tipo de crime.

O Tribunal de Justiça informou, por meio da assessoria, que o desembargador Ary Moutinho jamais solicitou dinheiro ou doações a empresários e autoridades locais para causas sociais, muito menos por telefone. O órgão alerta a população para  fique  alerta  quanto a este tipo de crime.    

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