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Déficit de médicos é maior no Amazonas

Amazonas precisa de 328 profissionais, segundo Ministério da Saúde, que incluiu 39 municípios no programa ‘Mais Médicos’ 10/07/2013 às 11:58
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Moradores de municípios do interior do Estado têm que se deslocar à capital, muitas vezes de forma precária, em busca de assistência médica, principalmente especializada
ANTÔNIO PAULO ---

O programa “Mais Médicos”, lançado pelo Governo Federal esta semana para ampliar a presença destes profissionais nas regiões carentes do País, como os municípios do interior e periferias das grandes cidades, vai dar prioridade a 1.557 municípios de maior vulnerabilidade social, sendo 209 no Norte e 39 cidades no Amazonas onde há 1,06 médico para cada mil habitantes. Segundo o Ministério da Saúde, faltam 328 profissionais (16,7) no Estado para trabalhar em uma carga de 40 horas semanais.

Os 39 municípios do Estado do Amazonas que estão dentro dos critérios do programa “Mais Médicos” são: Alvarães, Amaturá, Barcelos, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Carauari, Careiro da Várzea, Codajás, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itacoatiara, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manaquiri, a capital Manaus, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Silves, Tabatinga, Tapauá, Urucará. Há no Estado 877 profissionais, sendo 558 no programa Médico de Saúde da Família; 83 pediatras, 176 clínicos, 56 ginecologistas e quatro do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).

ADESÃO

Para que recebam médicos, os municípios devem aderir ao programa “Mais Médicos” até 22 de julho. O Ministério da Saúde vai pagar uma bolsa no valor de R$ 10 mil aos profissionais que atuarão na atenção básica da rede pública de saúde e os municípios devem oferecer moradia e alimentação dos médicos.

Os municípios relacionados terão prioridade em relação aos demais para receber os médicos caso se inscrevem no programa. Eles foram selecionados de acordo com os seguintes critérios: municípios com alta vulnerabilidade social, capitais ou regiões metropolitanas em que existam áreas com populações em situação de maior vulnerabilidade; municípios com mais de 80 mil habitantes, com os mais baixos níveis de receita pública per capita do País e alta vulnerabilidade social de seus habitantes e 25 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Senador destaca projeto

Durante debate no Senado, o ex-governador do Amazonas (2003-2010) e hoje senador pelo Estado, Eduardo Braga (PMDB-AM), falou da dificuldade em oferecer atendimento médico no interior do por falta de profissionais. O senador explicou que no Brasil, existe em média 1,8 médico para cada mil habitantes, enquanto que em países como a Argentina, essa proporção é de 3,2 médicos para cada mil habitantes. Em algumas regiões do Amazonas, essa proporção é menor que 0,5 médico por mil habitantes.

Eduardo Braga lembrou que mesmo com 21,5% do orçamento estadual na área de saúde e com a contratação de 225 médicos para a capital e o interior do Amazonas, hoje, no interior do Estado os principais médicos que atendem não são brasileiros nem têm CRM. “São bolivianos, colombianos ou peruanos que exercem a medicina de forma ilegal dentro do território brasileiro, com a conivência do poder público porque o pior médico de todos é a ausência de médicos”, lamentou o senador.

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