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DEHS fará investigação sobre morte de PM no Tarumã

Corregedor da PM discorda que a investigação seja feita pela Polícia Civil por se tratar de um crime militar 28/08/2015 às 10:33
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Testemunhas afirmam que ouviram vários disparos de arma de fogo durante a ação
joana queiroz ---

A morte do soldado da PM Jancicley Stone de Souza, 40, ocorrida na noite da última terça-feira será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), segundo informou ontem o Diretor de Polícia Metropolitana de Manaus, Rozenildo Benedetto. “Encaminhamos o caso para a DEHS devido à complexidade do caso e porque a DEHS tem melhor estrutura para fazer esse trabalho”, justificou Benedetto.

O corregedor da Polícia Militar coronel Euler Cordeiro discorda e defende que a morte do soldado trata-se de um crime militar e, portanto, deverá ser investigado pela Divisão de Justiça e Disciplina (DJD) da Polícia Militar por meio do Inquérito Policial Militar (IPM), que já foi instaurado. “Isso está errado. Foi um crime militar por policiais militares que estavam de serviço”, disse o corregedor.

O diretor da DJD Hildeberto Santos disse que o acompanhamento original é da Polícia Militar e que assim que o IPM for concluído será encaminhado à Justiça Militar, mas isso não impede que a Polícia Civil realize uma investigação paralela. “Estamos iniciando as investigações. Ainda é cedo para afirmar de quem é a competência”, afirmou Hildeberto Santos.

O caso chegou ontem pela manhã na DEHS encaminhado do 19º Distrito Integrado de Polícia, onde os policiais da Força Tática envolvidos na ocorrência Bruno Cezzane Pereira, Germano da Luz Júnior, Joseney das Neves Moraes e Thiago Carvalho Trindade se apresentaram espontaneamente, logo após o ocorrido, registraram ocorrência e prestaram depoimento. O titular da DEHS, Ivo Martins confirmou ter recebido o caso, mas disse que não ainda não tinha lido o teor dos documentos que recebeu.

Além dos documentos, foram encaminhadas também as três motocicletas de cor preta que no momento estavam sendo usadas pelos policiais que faziam patrulhamento na área do Tarumã, Zona Oeste, assim como o carro da vítima uma Toyota Hilux SW4 Stribus, de cor branca sem placas com mais de 25 perfurações de tiros, que já está periciado. Das motocicletas apenas uma tinha a identificação da Polícia Militar.

Família suspeita de execução

O soldado Stone foi morto com vários tiros pelo corpo, alguns na cabeça, quando fugia de uma abordagem policial feita por policiais da Força Tática que começou na avenida Vivenda Verde, no Tarumã e terminou na avenida do Turismo nas proximidades da avenida Torquato Tapajós, onde ele perdeu a direção e capotou.

A família suspeita de execução e a Polícia Militar trabalha com a hipótese de uma ação policial que acabou em morte. Para eles, Stone pode ter achado que tratava-se de um assalto por quadrilhas de ladrões de carros ou ele foi perseguido pelos colegas de farda, que numa ação atabalhoada acabaram por executá-lo com 15 tiros. Os irmãos disseram que ele estava voltando de uma festa de aniversário no condomínio Marina Tauá, Tarumã, Zona Oeste.


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