Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
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Demissões anunciadas pela Eletrobras colocam em alerta Sindicato dos Urbanitários do AM

De acordo com o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Amazonas, José Borges, o setor engloba 2.213 empregados no Estado. Os números de funcionários devem diminuir 10%



1.jpg José Borges acha que até 10% da categoria venham a aderir ao programa de demissões incentivadas da Eletrobras
05/04/2013 às 07:03

As medidas de redução de quadro de pessoal, por meio de um programa de demissão voluntária anunciados pela Eletrobras nesta semana preocupam os funcionários da estatal que atuam no Amazonas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Amazonas, José Borges, o setor engloba 2.213 empregados no Estado, que se dividem entre operadores, técnicos em manutenção, auxiliares, administradores, engenheiros e economistas. Os números de funcionários devem diminuir 10%.



“Existem alguns colaboradores que estão quase se aposentando. Para eles, o programa de demissão voluntária pode ser até considerado. Mas é lógico que sempre enxergamos o assunto demissão como um dado extremamente preocupante. Sempre seremos contra estas medidas”, destacou o presidente dos urbanitários.

A média salarial no Amazonas varia de R$ 1.500 a R$ 3.500. Manaus concentra 60% dos funcionários, enquanto os 62 municípios do interior do Estado dividem os outros 40%.

A Eletrobras diz que tomou as medidas por conta de exigências do Ministério do Planejamento, que solicitou a elaboração de um contrato de metas e ajustes com relação a gestão dos funcionários. Entre os itens, está a realocação de pessoas entre empresas do grupo Eletrobras.

Na última semana, o presidente da estatal, José da Costa Carvalho Neto, afirmou que a companhia prevê o desligamento de 4 mil a 5 mil funcionários que recebem mais de 50% acima da média salarial. A estatal possui hoje 27 mil empregados. Entre 2013-2017, a Eletrobras prevê investimentos de R$ 52,4 bilhões.

Privatização

Após o anúncio das medidas, muito se especulou sobre uma possível privatização da Eletrobras e de suas distribuidoras. Apesar da direção nacional alegar que não é o momento de se discutir isso, os boatos sobre a venda da estatal aumentam a cada dia.

Os urbanitários locais se posicionam contra a privatização. “Isto nos preocupa muito. Basta ver a história das privatizações no Brasil. Quase nenhuma deu certo. Aqui em Manaus mesmo temos o exemplo da Cosama. Já passaram diversas empresas e ninguém resolve o problema da água na cidade. Sei que a Eletrobras está passando por um momento complicado, mas seremos contra qualquer proposta de privatizar”, contou Borges.

Ele, porém, revelou que existem alguns indícios da questão no Amazonas. “No interior, boa parte dos serviços já estão sendo terceirizados. Isto é um sinal de privatização. Não vamos deixar isso acontecer. Se preciso, acionaremos o Ministério Público Federal e a Assembleia Legislativa”, alertou José Borges.


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