Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
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Denúncia de ameaças e troca de acusações marcam reta final da eleição do FHemoam

Novo processo para eleger o próximo gestor da fundação foi marcado por denúncias e um clima tenso. O pleito realizado em outubro passado foi anulado pelo Governo do Estado ao constatar indícios de irregularidades



1.jpg Secretário Wilson Alecrim garante que democracia será respeitada
30/01/2015 às 10:34

A menos de uma semana da eleição da lista tríplice para diretor-presidente da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam), um grupo de 45 funcionários temporários denunciou junto à Secretaria de Estado de Saúde (Susam) que estariam sendo ameaçados pela atual gestão da instituição. O pleito realizado em outubro passado foi anulado pelo Governo do Estado ao constatar indícios de irregularidades.

No documento, protocolizado no último dia 21 de janeiro, eles afirmam que vem sendo “ameaçados pela atual direção fundacional com suspensão de benefícios, demissão dos servidores vinculados ao Regime Temporário de Contratação, devolução de profissionais à Secretaria de Estado de Administração e Gestão (Sead), dentre outras denúncias”. A próxima está marcado para o próximo dia 3 de fevereiro, terça-feira.

‘Surpresa’

O diretor-presidente da FHemoam, Nelson Fraiji, disse ter ficado surpreso com as supostas acusações. Ele recebeu, na última quarta-feira (28), um ofício do secretário Wilson Alecrim sobre o assunto. “Nos surpreendeu. Estamos avaliando internamente, ouvindo manifestações de pessoas que assinaram, mas informam que não assinaram com esse propósito. É um documento administrativo interno”, disse.

Ele encerrará o quarto mandato no fim deste mês. Ele administrou o órgão por 16 anos, não consecutivos. De acordo com o médico, em 25 anos, nunca houve problemas nos processos eleitorais nos quais participou como coordenador. “Estive em eleições em que não obtive sucesso, mas nunca tivemos nenhum problema. Nos processos eleitorais sempre plantam mentiras”, enfatizou.

Fraiji informou que a eleição na instituição ocorre desde 1989, com um regimento interno que define as peculiaridades do ponto de vista de quem são os eleitores e a nomeação dos membros do Comitê Eleitoral. No site da FHemoam, inclusive, consta que a Procuradoria Geral do Estado do Amazonas (PGE-AM) “concluiu que o pessoal contratado sob regime temporário não está habilitado a votar”.

‘Foi retaliação’, diz Lasmar Alves

Segundo o outro candidato ao cargo de gestão da FHemoam, Lasmar Alves, pessoas ligadas ao atual diretor estariam difundindo informações de que, caso outra pessoa seja eleita, haverá a extinção de benefícios. “Um gerente estava disseminando que, caso (Nelson Fraiji) não seja reeleito, seria reduzido o ticket alimentação, acabaria com a produtividade anual e incentivos à graduação”, declarou.

O abaixo-assinado, portanto, seria uma maneira de evitar o risco. “Eles pediram (à Susam) uma garantia de que, qualquer que seja o diretor eleito, que o servidor não seja prejudicado. Esse foi o objetivo deles. Porque eles começaram a se perguntar: ‘Caso o Lasmar seja eleito vai acabar?’. Foi retaliação”, afirmou, ao ressaltar que um dos motivos de anulação do primeiro pleito foi justamente o fato de temporários terem votado, contrariando as regras do pleito.


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