Sábado, 24 de Agosto de 2019
PIRATA

Denunciada como líder de piratas do rio em Coari, ‘Loirinha’ substituiu marido fugitivo

O marido dela, o “Cimazinho”, chefiava o bando. Com a ausência dele, ela passou a comandar tudo. Presa, ela ainda tentou subornar os PMs com R$ 20 mil



show_tr_fico_123.JPG Foto: Divulgação
08/03/2018 às 15:18

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) denunciou Daiane Bruço Cordovil, a “Loirinha dos Piratas”, por ser líder de uma quadrilha de piratas do rio em Coari, município a 363 quilômetros de Manaus. Os crimes apontados contra ela são porte de arma e munição de uso permitido e restrito, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Conforme denúncia ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Coari na última terça-feira (6), Daiane é companheira de Ilcemar Coelho Ribeiro Filho, o “Cimazinho”, chefe de uma das maiores quadrilhas de “piratas dos rios” que atua em Coari. Como ele está foragido, Daiane acabou destacada como a liderança do grupo. Ela foi presa no último 24 de fevereiro, em consequência de representação feita pelo MP-AM.

“Ela exercia a função de operadora financeira do grupo, controlava os devedores e cobrava as dívidas. Com ela foi apreendido um caderno de contabilidade. A prisão dela gera um prejuízo para as transações econômicas do grupo”, disse o promotor de justiça Weslei Machado, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Coari.

Daiane havia já sido presa em abril de 2017, em uma casa na comunidade do Andirá, em uma residência que funcionava como base para a quadrilha de piratas dos rios chefiada pelo companheiro dela, Ilcemar. “Cimazinho”, inclusive, é réu em diversos processos judiciais por prática de crimes de tráfico de drogas, porte de armas de uso restrito, lavagem de dinheiro e roubo de cargas.

Na ação ajuizada pelo MP-AM foram apreendidas várias armas e munições, entre elas um fuzil calibre 7,62 mm, tipo ParaFal, três escopetas, um rifle e uma luneta para tiro de precisão. Também foram encontrados um aparelho telefônico móvel de longo alcance e uma capa de colete balístico com o brasão da Polícia Militar do Estado do Amazonas, tipicamente utilizado pelos piratas para facilitar abordagens às vítimas.

Depois de presa pela PM, Daiane teria oferecido R$ 20 mil para que os policiais a deixassem fugir. Segundo depoimentos dos policiais, a quantia seria prontamente entregue assim que chegassem à sede do município de Coari. Apesar de ter sido presa em flagrante, Daiane foi ouvida apenas como testemunha e liberada. Na época, por falta de outros elementos probatórios, o MP-AM não a denunciou.

Em novembro de 2017, em uma diligência feita em uma casa para tentar prender “Cimazinho”, foi encontrado um cofre com grande quantidade de dinheiro em espécie, uma caderneta contendo várias anotações da contabilidade da organização criminosa e de diversos empréstimos realizados. No cofre também foi encontrada prova consistente da participação da Loirinha na organização, um documento de identidade de Daiane Bruço Cordovil.

*Com informações da assessoria de imprensa

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