Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
POLÍTICA

Depoimento de Eduardo Braga e Renan Calheiros é remarcado na Polícia Federal

As ações da PF fazem parte da investigação para apurar supostos pagamentos de propina do Grupo J&F, que controla a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, a parlamentares do MDB para apoiar o PT nas eleições de 2014



renan_e_eduardo_braga_CDF742FC-1304-4A36-A278-086CCCFBB552.JPG Foto: Agência Senado
05/11/2019 às 11:42

Por motivo de conflito de data e horário na agenda legislativa do Senado, os depoimentos de Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), na Polícia Federal, foram remarcados. Os senadores e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), foram intimados a depor na manhã desta terça-feira (5).

Por determinação ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão e de sequestros de bens em diversos estados.



As ações da PF fazem parte da investigação para apurar supostos pagamentos de propina do Grupo J&F, que controla a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, a parlamentares do MDB para apoiar o PT nas eleições de 2014.

Quando circularam as notícias, logo no início da manhã, da ação da Polícia Federal, foi divulgado que os mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens, autorizados pelo ministro Fachin, estavam ocorrendo nas residências e gabinetes de Braga e Renan Calheiros.

Somente intimações

Os senadores trataram logo de desfazer os boatos. No Twitter, Eduardo Braga escreveu: “Compartilho com vocês o documento de “agendamento de oitiva”, recebido por mim e por vários senadores. Alerto de que quaisquer outras informações que ultrapassem este agendamento trata-se de fakenews. Como sempre, permaneço à disposição da justiça e da verdade”.

Em seguida, o advogado do senador do MDB do Amazonas, José Alberto Simonetti, divulgou nota: “O senador Eduardo Braga recebeu esta manhã uma solicitação do Delegado Bernardo Amaral para prestar esclarecimentos no inquérito 4707 (STF). Já estabeleceu contato para ajustar a data. O senador sempre se colocou à disposição para colaborar com qualquer investigação. A cobertura midiática de hoje, talvez por sensacionalismo, talvez por desinformação, menciona fato que simplesmente não existiu, na medida em que nenhuma medida de busca e apreensão foi realizada na residência ou em qualquer outro endereço do senador Eduardo Braga”, diz a nota do advogado José Alberto Simonetti.

Procurado, o gabinete de Renan Calheiros afirmou que o senador foi convocado para prestar depoimentos e negou qualquer movimentação de policiais no local. “Senador Renan não foi alvo de operação. Não há busca e apreensão, como também não há qualquer determinação a ser cumprida nas dependências do Congresso. Entregaram uma simples intimação para prestar esclarecimentos. Nada mais que isso”, afirma nota do advogado de Renan, Luiz Henrique Machado, que acrescenta que o político prestará todos os esclarecimentos necessários.

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Repórter de A Crítica - Correspondente em Brasília

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