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Deputado Luiz Castro surge como prefeiturável pelo partido Rede Sustentabilidade, de Marina Silva

Atualmente filiado ao PPS, o deputado estadual se diz preparado para novos desafios e motivado para novas missões 24/09/2015 às 12:26
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A aproximação entre Luiz Castro e Marina Silva já tem algum tempo. O deputado deve migrar para a Rede na próxima semana
Janaína Andrade Manaus (AM)

Preterida pelo ex-deputado Marcelo Ramos, que embarcou no PR, a Rede Sustentabilidade se articula para lançar o deputado Luiz Castro como candidato a prefeito de Manaus na eleição de 2016. Hoje, Luiz Castro é filiado ao PPS, mas sempre sinalizou que faria a migração partidária, assim que a Rede conquistasse o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que ocorreu na terça-feira, 22.

Um sinal da aproximação entre o parlamentar e a Rede, é que Castro viajou para Brasília para acompanhar de perto, ao lado de Marina Silva, idealizadora da sigla, o pedido de registro da Rede Sustentabilidade ser autorizado por unanimidade pelo pleno do Tribunal Superior Eleitoral, na noite de terça-feira.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o prazo final para a mudança de filiação vai até o dia 2 de outubro, ou seja, aqueles que quiserem estrear pela Rede na eleição de 2016 tem somente 9 dias para se filiar ao partido de Marina Silva.

Para o membro da executiva nacional da Rede, Tácius Fernandes, o deputado Luiz Castro reúne as condições necessárias para ser o candidato da sigla na eleição para a Prefeitura de Manaus no próximo ano.

“O Luiz Castro tem todas as condições, teve bons mandatos, é um bom deputado, mas não é o único nome. Temos o Junior Brasil (coordenador executivo da sigla no Amazonas) também. Mas a primeira coisa a ser feita é construir uma frente com partidos e núcleos. Vamos conversar com o PSB, com o PSOL, a partir disso vamos construir um programa. Se o programa nos unificar, nós vamos construir uma aliança eleitoral e a partir desse grupo pode sair um candidato”, afirmou Tacius Fernandes.

A porta-voz da Rede Sustentabilidade no Amazonas, Luciana Valente, também considera Luiz Castro um bom nome na Rede para a eleição de 2016 e vai além. “Temos nele um referencial de como devem ser os futuros mandatos da Rede: transparentes, combativos, comprometidos com o meio ambiente e os direitos humanos. Mas ele não é candidato nato, vamos iniciar o processo de construção do programa de governo para Manaus e ele vai participar como qualquer outro filiado”, declarou Luciana.

Questionados se os planos da Rede Sustentabilidade mudaram com o anúncio da filiação de Marcelo Ramos ao PR, de Alfredo Nascimento, Tacius Fernandes e Luciana Valente foram pontuais: nada mudou, segundo eles.

“O nosso plano sem o Marcelo Ramos continua o mesmo: construir um projeto de governo para Manaus. Infelizmente no caso dele o projeto pessoal foi maior do que o projeto para Manaus. Agora é cada um para o seu lado. Ele escolheu um lado que não contrapõe mais a velha política, e sim que fica ao lado dela. Não há nenhuma possibilidade de aliança com ele”, avaliou.

Já Luciana disse lamentar “a cooptação de mais uma liderança jovem da política no Amazonas pelo mesmo grupo que vem governando há 50 anos”.

A filiação de Luiz Castro à Rede Sustentabilidade deve ocorrer na próxima semana, de acordo com o próprio deputado.

Filiados

Segundo o membro da executiva nacional da Rede, Tácius Fernandes, somente no Amazonas 125 pessoas já tiveram seus processos de filiação aprovados e três foram impugnados.

Tacius não revelou o nome de políticos com e sem mandato que buscam se filiar à Rede, além de Luiz Castro.

Projeto baseado em programas

“A Rede não tem a pretensão de ser a dona da verdade, mas quer dar sua contribuição para o debate. Queremos que a governabilidade seja programática, baseada em programas e não de projeto de poder pelo poder”, disse Marina Silva em nota divulgada no site da Rede Sustentabilidade - www.redesustentabilidade.org.br.

Em outubro de 2013, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou a criação da Rede pelo fato de o grupo não ter apresentado o mínimo de assinaturas certificadas exigidas. Na ocasião, o partido teve apoio de 442 mil eleitores em assinaturas validadas, menos do que o mínimo de 491 mil. Sem a criação da sigla, Marina Silva se filiou ao PSB nas eleições de 2014 e disputou a presidência da República após a morte de Eduardo Campos.

O partido de Marina Silva apresentou mais de 56 mil assinaturas de apoiamento para pedir que o Tribunal analisasse novamente o pedido de registro e, ao final, teve validado um total de 498 mil assinaturas.

Com todo gás

No quinto mandato como deputado estadual no Amazonass, Luiz Castro (PPS), disse que se sente “preparado para novos desafios”, ao ser questionado se está preparado para concorrer à Prefeitura de Manaus na eleição de 2016 pela Rede Sustentabilidade.

“Já estou no meu quinto mandato como deputado estadual, já fui prefeito (do município de Envira) duas vezes, fui secretário de Produção Rural, então já tenho um acúmulo de experiências, mas isso não me faz ser melhor ou pior que ninguém. Me sinto preparado para novos desafios. Se eles vão surgir em 2016 ou somente em 2018 só Deus sabe, mas humildemente me sinto motivado para novas missões”, afirmou o deputado.

Luiz Castro declarou que seu ciclo como parlamentar estadual já está se finalizando.

“A gente sabe que na Assembleia Legislativa a lógica é muito restrita, porque a maioria dos deputados é governista e absoluta. Daí você não consegue ter um poder de fiscalização grande, o que não deixa de ser muito frustrante. Eu vou esperar a publicação do registro da Rede no Diário Oficial do TSE e acredito que na semana que vem anuncio minha filiação à Rede”, concluiu.

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