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Cotidiano
BENEFÍCIO

Desafio logístico é o gargalo do programa Bolsa Família no Amazonas

Sem agências bancárias regulares, municípios sofrem para conseguir obter dinheiro do maior programa de transferência de renda no Estado 30/03/2017 às 05:00 - Atualizado em 30/03/2017 às 09:11
Show show bolsa fam lia
Gestores do Bolsa Família estão reunidos para discutir os desafios do programa. Foto: Winnetou Almeida
Isabelle Valois Manaus (AM)

O maior desafio do Programa Bolsa Família (PBF) no Amazonas é fazer com que o dinheiro destinado às famílias beneficiadas cheguem até elas. Só no Amazonas, mais de 465 mil famílias de baixa renda recebem o benefício, porém a logística é considerado precária. A avaliação é da coordenadora estadual do PBF, Salome Coelho, feita durante o 2º Encontro Intersetorial do Programa Bolsa Família, ocorrido ontem no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, Zona Centro-Sul.

“Precisamos melhorar essa logística de pagamento. Nossa realidade regional é totalmente diferente das outras regiões do País. Para conseguir essa melhoria, precisamos da compreensão dos entes federados da União para destinar um suporte melhor ao Amazonas. Nós os convidamos para participar dessa segunda edição do encontro com essa intenção de apresentar a realidade regional”, explicou a coordenadora.

Desse total de famílias de baixa renda beneficiárias no Estado, mais de 100 mil estao em Manaus. “O programa tem regras a serem cumpridas e  nada é mais justo que eles recebam  assistência devida. O programa no geral trabalha com diversos seguimentos. A família não é acompanhada só pela assistência, mas por um conjunto de políticas públicas. Nós  buscamos meios de garantir o melhor nesse serviço e, por isso, estamos desta vez destinando o encontro ao pedido de melhoria da logística de pagamento. Nem todo beneficiário possui uma rede bancária próxima da moradia, principalmente no interior do Estado. Precisamos de estudos para essas situações”, reforçou a coordenadora.

Representantes

Os sessenta e um municípios do Amazonas foram representados por gestores e técnicos municipais da saúde, educação e assistência social. Durante o encontro, a coordenadora estadual do PBF, apresentou os dados atuais da situação do estado.

Os números de beneficiários em acompanhamento são de 465.729 famílias. Desse total a coordenação do programa destaca o acompanhamento de oito famílias ciganas, 3.376 famílias de catadores de material reciclável, 13.403 famílias de pescadores artesanais, 2.789 famílias extrativistas, 39 famílias pertencente à comunidade de terreiro, 21.973 famílias ribeirinhas, 629 famílias quilombola e 56.441 famílias indígenas. No geral, são quantitativos das populações tradicionais específicas do programa.

Atualmente, os benefícios do Programa Bolsa Família representam uma cobertura de 115,6% da estimativa de famílias pobres no Amazonas. Essas famílias recebem benefícios com valor médio de R$ 224,06 e o valor total transferido pelo governo federal ultrapassou os R$ 85 milhões.

Inclusão nas escolas é a virtude

Durante esses 13 anos do Programa Bolsa Família (PBF), ums dss maiores virtudes  é a inclusão escolar. O programa tem sido o principal indutor da garantia do acesso e da permanências das crianças  nas escolas.

Em análise, o programa reforçou que o número de escolas no país não é suficiente para atender à demanda, especialmente no campo. O PBF avalia uma precária qualidade da educação oferecida. No qual destaca a precariedade na infraestrutura e também a falta de professores qualificados e preparados a ensinar a diversidade sociocultural brasileira.

Outro ponto positivo da existência do programa é a presença contínua de crianças com acompanhamento médico, calendários de vacinas e no caso de gestantes, acompanhamento de nutrizes no pré-natal.

Atenção inclui outros programas sociais

Existem ainda  583.440 famílias inscritas no Cadastro Único e que precisam ser inseridas em programas sociais. “Durante esses 13 anos de existência do programa Bolsa Família, sempre estivemos na busca de melhorias e continuaremos com esse objetivo”, disse Salome Coelho.

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