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Desde o dia 29 de outubro, volume do Rio Negro já aumentou em 43 centímetros

De acordo com a Defesa Civil, todas as calhas dos rios do Estado estão no período de estiagem, no entanto, apresentam sinais de que a cheia vai começar 05/11/2015 às 17:54
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Na margem do rio Negro a vazante é vísivel, mas especialistas temem a ocorrência do fenômeno do repiquete
silane souza Manaus (AM)

Ontem (5) mais uma vez o Rio Negro voltou a subir, foram 10 centímetros a mais. Desde que começou a encher, no último dia 29 de outubro, o volume do Negro aumentou em 43 centímetros, chegando à cota de 16,35 metros, de acordo com a medição realizada no Porto de Manaus. No mesmo período do ano passado, o rio tinha subido 10 centímetros, porém, estava com a cota de 20 metros.

Para o chefe do serviço de Hidrologia no Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, a enchente começou, tendo em vista que há oito dias consecutivos o rio Negro está enchendo. “Não tem como dizer ao contrário. Estamos no período da enchente. O rio está quase quatro metros mais baixo do que na mesma data de 2014, mas não tem nada de anormal”, comentou.

De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, todas as calhas dos rios do Estado estão no período de estiagem, no entanto, apresentam sinais de que a cheia vai começar. Conforme o órgão, as bacias do Juruá, Purus, Baixo, Médio e Alto Solimões, Baixo, Médio e Alto Amazonas e Madeira estão registrando enchente, assim como o Rio Negro.

A Defesa Civil ainda destacou que continua com o monitoramento nas calhas dos rios do interior do Amazonas, mas nenhum município entrou em Situação de Emergência por causa da vazante iniciada em algumas calhas. No final do mês passado, o secretário executivo do órgão, Fernando Pires Junior, havia anunciado Estado de Atenção na calha do Rio Negro por conta da descida brusca das águas do rio.

Chuva

O chefe da divisão de meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ricardo Dallarosa, afirmou que os últimos dias apresentaram mudança substancial na concentração de umidade na região, notadamente no setor ocidental.

Conforme ele, a ocorrência de sucessivos sistemas frontais no Sul/Sudeste do Brasil e ativação da Zona de Convergência de Umidade favoreceram o surgimento de grandes áreas de instabilidade nos Estados da Amazônia Ocidental produzindo chuvas em larga escala.

Previsão do tempo

Essa sexta-feira, de acordo com Dallarosa deve ser de céu parcialmente nublado a nublado com chuvas isoladas, umidade relativa entre 50% e 95% e temperaturas variando entre 24 e 34°C.

No sábado e no domingo, ele informou que a nebulosidade diminui ligeiramente e com ela as chuvas, que devem ocorrer de forma rápida e localizada, especialmente no domingo. A umidade relativa deve variar entre 45 e 95% e as temperaturas, entre 24 e 36°C.

Monitoramento

Em outubro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 2.494 focos de queimadas e incêndio no Amazonas, uma redução de 56% na comparação com o mês de setembro deste ano. Nos primeiros cinco dias de novembro, o Portal do Monitoramento de Queimadas e Incêndios do Inpe aponta que houve 92 focos ativos em todo o Estado. 

Fumaça

Para a Defesa Civil do Amazonas, a diminuição do número de focos de queimadas e incêndios se deve as ações de prevenção e de combate às queimadas realizadas pelo Centro Integrado de Multiagências para o Combate às Queimadas no Amazonas (Cimaam). No entanto, em outubro o número explodiu, com a fumaça cobrindo Manaus.

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