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Desemprego no 2º trimestre do ano atinge 8,3%, maior taxa desde série iniciada em 2012

Número chegou a esse patamar diante do forte crescimento da população em busca de emprego em meio ao cenário econômico atual: contração e inflação elevada 25/08/2015 às 11:31
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Na comparação com igual período de 2014, o salto foi de 23,5%
Rodrigo Viga Gaier (Reuters) São Paulo

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 8,3% no segundo trimestre deste ano, maior patamar da série histórica iniciada em 2012, com forte crescimento da população em busca de uma colocação diante do cenário de economia em contração e inflação elevada.

No trimestre encerrado em junho, a população desocupada (8,4 milhões de pessoas) cresceu 5,3% frente ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação com igual período de 2014, o salto foi de 23,5%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pnad Contínua tem abrangência nacional e vai substituir a PME.

Nos três meses até maio, a taxa de desemprego tinha ficado em 8,1%. No primeiro trimestre do ano, ela foi de 7,9%.

“Teve aumento da desocupação provocado por maior procura, e a geração de postos de trabalho não alcança toda essa população procurando trabalho”, afirmou o coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azevedo.

“Há pressão forte sobre o mercado de trabalho, que é reflexo do cenário econômico. O cenário econômico não atende a demanda”, acrescentou.

A renda média real habitual recuou 0,5% no segundo trimestre na comparação com um ano antes, a R$ 1.882.

Os resultados reforçam a deterioração do mercado de trabalho observada desde o início do ano, num ambiente de profunda fraqueza econômica e baixa confiança. Aos fatores econômicos, soma-se a grave crise política, que vem gerado insegurança entre consumidores e empresas.

Dados divulgados na semana passada já vinham apontando que a trajetória do mercado de trabalho não deve melhorar tão cedo.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, que leva em conta dados apurados apenas em seis regiões metropolitanas do país, mostrou que a taxa de desempregou saltou para 7,5% em julho, maior nível em mais de 5 anos, em consequência do aumento de quase 10% da população desocupada.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, o Brasil fechou 157.905 vagas formais de trabalho no mês passado, pior resultado para julho da série histórica iniciada em 1992.

A despeito da performance econômica fraca, a resiliência do mercado de trabalho vinha sendo um dos trunfos do governo da presidente Dilma Rousseff, especialmente durante sua campanha à reeleição, no ano passado.

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