Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Desigualdade regionais

Alunos do 2º e 3º anos do ensino fundamental saem da primeira fase sem saber ler, escrever e fazer contas, diz estudo



1.jpg Resultado da Prova ABC, divulgado esta semana, é um alerta sobre o baixo desemprenho dos alunos do ensino fundamental em todo o País
27/06/2013 às 22:03

Os alunos do 2º e 3º ano de escolas públicas do ensino fundamental do Amazonas estão com baixo desempenho em matemática, leitura e escrita. O quadro foi mostrado pela segunda Prova ABC, cujos resultados foram divulgados na última terça-feira, 25, pelo instituto Todos pela Educação. Os índices sinalizam para grandes desigualdades regionais, o que deve ser alvo da atenção dos governantes e dirigentes das secretarias de educação, alerta o instituto.

Na prova de habilidade em leitura, apenas 19,6% dos alunos do 3º ano do Amazonas conseguiram mais de 175 pontos no teste, bem abaixo dos alunos do Estado de Rondônia (43,3%), Acre (40,4%), Tocantins (28,6%) e Roraima (27,8%) conseguiram alcançar este índice. Os alunos do estado empataram praticamente com Amapá (19,5%) e ficaram acima do Pará (18,7%). O desempenho dos alunos do 2º ano foi ruim, pois somente 6,5% obtiveram o índice de mais de 175 pontos, entre os habilitados em leitura, enquanto os de Rondônia ficaram 24,4%; Acre, 20,7%; Roraima, 10,5%; Pará, 6,7%; Amapá, 9,1%; e Tocantins 14,5%. Esses Estados também apresentam os maiores percentuais de alunos abaixo de 125 pontos.

A verificação da proficiência em escrita também não foi animadora para os alunos do 3º ano. Apenas 17,7% dos amazonenses tiveram bons resultados, ficando acima de Rondônia, 17,4%; Acre 14,5%; Roraima, 16,8%; Pará, 8,6%; e Tocantins 21%, que ficou com o melhor desempenho. Dos alunos 2º ano, todos os Estados da região estão em situação considerada crítica na escrita. Os do Amazonas obtiveram o índice de 4,3%,  abaixo de Rondônia, com 6%; do Acre, 4,9%; Roraima, 6,1%; Amapá, 5,9%; e Tocantins, 4,9%. O Amazonas si superou o Pará que teve somente 1,3% dos seus alunos com desempenho esperado.

Matemática

Sem um bom desenvolvimento da leitura e escrita, não há como esperar resultado bom em matemática, explicou Andréia, indicando um encadeamento de problema. Os alunos do segundo ano do Amazonas demonstraram que estão mal nas contas, já que a média deles ficou em 6,8%, acima do Acre (6,1%); dos de Roraima (5,5%); dos do Pará (4,9%); e do Amapá (6,4%). Apenas os Tocantins obtiveram a melhor performance, 7,0%.

Os resultados, segundo Andréia, apontam a necessidade de serem criadas políticas para essa fase da educação, porque esses resultados deverão repercutir em toda a vida escolar dos meninos e meninas. O objetivo do programa é que os governos se debrucem sobre esses dados e possam elaborar programas e políticas capazes de superá-los, finalizou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informa que 11 escolas de Manaus, 11 escolas públicas foram escolhidas pelo MEC para participar da Prova ABC. Desde que assumiu a  secretaria municipal, Pauderney Avelino tem afirmado que “precisamos fazer com que nossas crianças aprendam a ler e escrever e fazer as quatro operações efetivamente”. Para isso, segundo a nota, a secretaria tem traçado metas para melhorar a qualidade do ensino nos anos iniciais e finais da rede municipal. Uma das medidas adotada é a formação de 2.150 professores e 110 coordenadores que trabalharão com o Plano Nacional de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC. Além disso, a secretaria implantou o Programa Mais Educação em 256 escolas da rede, com reforço escolar em letramento, nas quatro operações e atividades complementares como esporte, dança e cultura. Outras medidas pedagógicas vão além da matemática, língua portuguesa e redação, matérias avaliadas na Prova ABC.

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