Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Cuidado

Desinformação de usuários do PIX facilita a ação de golpistas

Popularidade do sistema de transferência causa aumento das tentativas de golpes e fraudes; especialista dá dicas para se proteger



94_59D84E57-AECE-4EF4-9DDC-290CC986B37D.jpeg Foto: Divulgação
22/09/2021 às 14:14

Desde que foi inaugurado no Brasil, em novembro de 2020, o PIX tem conquistado cada vez mais usuários. Segundo uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o crescimento médio mensal do número de adeptos é de 18%. No entanto, essa popularidade do sistema de transferência também traz consigo alguns problemas, principalmente em relação à segurança do usuário. A praticidade e velocidade do PIX tem atraído a atenção de golpistas que se aproveitam do desconhecimento e da ingenuidade de muitos usuários.

Apesar da inauguração relativamente recente, já existe uma série de modalidades de golpes via PIX. Os mais comuns são o contato de funcionários falsos de bancos e instituições financeiras, a invenção do sequestro de parentes ou amigos e a clonagem da conta do WhatsApp para pedidos de transferências aos contatos.

Segundo o professor Leandro Silva, a redução do risco de ser vítima de algum desses golpes depende, em grande parte, da conscientização dos usuários. "Hoje em dia as pessoas praticamente levam seus bancos em seus smartphones. Assim sendo, é preciso estar mais atento, se prevenir e suspeitar de qualquer informação que seja solicitada ou enviada", recomenda.

A principal dica de Leandro é que os cidadãos se informem sobre os procedimentos das instituições financeiras para identificar as tentativas de golpe com mais facilidade. "Como o banco já possui todos os dados do cliente, não existe necessidade de entrar em contato posteriormente solicitando confirmação, muito menos via WhatsApp ou mensagem de texto. Sempre desconfie de pedidos de informações pessoais ou links enviados por aplicativos de mensagens", recomenda.

Outra forma de enganar os usuários do PIX é por meio de fake news. Uma das que tem circulado nos últimos meses diz que houve uma falha no sistema que permite ao usuário receber de volta o dobro de valores transferidos para uma determinada chave (a do golpista). No entanto, trata-se de uma informação falsa. Não há registros de nenhuma falha no sistema até o momento. Se o usuário tiver qualquer suspeita ou dúvida em relação a isso, o melhor caminho é buscar informações oficiais.

Além disso, também é importante redobrar os cuidados com o aparelho de telefone. "Quando nosso smartphone se torna uma miniagência bancária, nosso cuidado com ele deve aumentar. Usar um bom antivírus, ativar verificação em duas etapas para os principais aplicativos e manter um sistema de proteção de acesso são algumas medidas simples, mas que podem fazer grande diferença", finaliza o professor.



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