Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
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Desoneração da operação logística na Amazônia brasileira é discutida em seminário

Durante o seminário no Inpa, realizado nesta sexta-feira (05), foi debatido a questão dos desafios logísticos da Amazônia Ocidental



1.gif O professor da Ufam, José Seráfico (ao meio) mediou o debate das propostas
06/07/2013 às 10:07

A Associação Panamazônia pretende elaborar um anteprojeto de lei federal à Câmara dos Deputados para desonerar a operação logística na Amazônia brasileira. Essa foi uma das propostas apresentadas nesta sexta-feira (05) durante o seminário “Desafios logísticos da Amazônia Ocidental”, realizado no auditório do INPA, do qual participaram representantes de órgãos públicos, acadêmicos e estudiosos das áreas de economia, engenharia e administração.

“Faremos uma carta aberta às autoridades competentes e pedir a eles para transformar nossa minuta em um projeto de lei. O objetivo é tornar o transporte de cargas e mesmo o de passageiros mais barato através de redução de taxas”, explicou o coordenador da Panamazônia, Belizário Arce. Ele disse Canadá e Estados Unidos são referência nesse modelo. “Lá, se você voa para um lugar afastado dentro do territorial, você tem isenção de impostos, incentivos, sua passagem vai ser subsidiada. Se você não subsidia, você está impedindo que essas regiões se desenvolvam. É o que acontece com a Amazônia”, pontuou.

Logística

Os palestrantes do seminário abordaram propostas logísticas para a integração econômica da Região Amazônica, entre elas, a estruturação de hidrovias, a construção de portos e de ferrovias e a ideia de tornar Manaus um hub aeroportuário do Brasil. Isso porque a cidade é considerada a capital mais bem centralizada e estratégica para receber vôos de vários continentes.

“O problema de logística na Amazônia não é apenas um problema técnico e de financiamento. Mas sim falta de empoderamento e falta interesse político. Sem isso não conseguimos canalizar os recursos necessários para as grandes obras de infraestrutura”, ressaltou Belizário.

Projeto Rodo-Fluvial é proposto

O coordenador do Grupo de Trabalho de Planejamento Estratégico do Amazonas 2012-2030 da Seplan, Luiz Almir Fonseca, apresentou a ideia do governo de conectar o Estado através do modal rodo-fluvial com os países do Pacífico (Peru e Equador) através do Acre, Caribe (Venezuela, Guiana e Suriname) através de Roraima, oceano Atlântico através do Pará e com o Centro-este do Brasil através de Rondônia.

“O maior investimento tem que ser o privado, o governo não tem capacidade financeira para isso, mas deve facilitar que o investimento privado venha para cá e buscar articulação política dos nossos parlamentares”.

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