Domingo, 21 de Abril de 2019
publicidade
posse1_F668E143-C93D-413B-A201-7FF289CF38F3.jpg
publicidade
publicidade

GESTÃO

Destino do MEC deve ser definido segunda; 'não está dando certo', diz Bolsonaro

Presidente afirmou, em encontro com jornalistas, que está claro que 'falta gestão' no Ministério comandado por Ricardo Vélez Rodriguez e garantiu que definição sai até o início da próxima semana


05/04/2019 às 09:29

Em café da manhã com profissionais da imprensa nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que a segunda-feira será o "Dia do Fico" no Ministério da Educação, quando será anunciado o destino do ministro Ricardo Vélez.

"Está bastante claro que não está dando certo. Falta gestão", afirmou Bolsonaro, indicando uma possível troca no cargo. Em outro momento da conversa, o presidente usou a frase "até segunda-feira vai ser resolvido" para se referir à situação do MEC.

No café da manhã com jornalistas, no qual também estavam presentes os ministros Onyx Lorenzoni, Sérgio Moro, Augusto Heleno e Floriano Peixoto. Bolsonaro também anunciou que não deve vir para Manaus na próxima semana, como havia sido anunciado pelo Superintendente da Suframa. Ele afirmou que quer "ir para Manaus com algo concreto". 

Se a mudança do MEC ainda está em compasso de espera, outra já foi definida. Bolsonaro confirmou mudança no comando da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom). Assume o cargo Fábio Wajngarten, no lugar de Floriano Barbosa de Amorim Neto. "É uma pessoa da área", resumiu Bolsonaro, completando que espera que a mudança melhore a comunicação, com os cidadãos brasileiros, sobre a reforma da Previdência.

O presidente voltou a dizer que "reforma boa é a que passa" e mostrou estar convencido de que haverá desidratação da reforma no Congresso, mas que o principal - teto e tempo de serviço, nas palavras dele - será aprovado.

A partir de conversas com parlamentares e líderes de partido, Bolsonaro prevê que além da aposentadoria rural e do BPC, outro ponto que deve ser barrado no Congresso é a proposta de um sistema de capitalização.  "Não temos que fazer mais marola", disse ele, completando ser prudente deixar essa discussão para um "segundo tempo" e aprovar logo o núcleo da reforma.

Avaliação

Bolsonaro resumiu o dia de ontem, quando teve reuniões com representantes de diferentes partidos para pedir apoio às mudanças na Previdência, como excelente. Segundo ele, "estamos todos num mesmo barco, que tem chegar a um porto seguro".

Sobre as reclamações que ouviu de parlamentares sobre integrantes do ministério, Bolsonaro afirmou que "alguns (ministros) ainda não se adaptaram". Ele atribui essa dificuldade inicial do governo ao modelo "mais técnico e menos politico" que adotou na composição do alto escalão.

 O presidente chegou a dizer que seus ministros não tem habilidade politica, mas logo corrigiu a expressão: não tem experiência. "É natural não dar o retorno que daria se eu, por exemplo, estivesse no lugar do ministro", explicou, lembrando os anos em que foi deputado federal.

Bolsonaro atribui o fogo amigo desses primeiros meses de governo à "desconhecimento e falta de tato" da equipe e afirma que já instruiu os ministros a não responderem nenhuma pergunta cuja resposta não dominem. "Temos que segurar as caneladas", afirmou o presidente, lembrando que ele às vezes se assusta ou até mesmo não lembra de suas próprias declarações sobre temas polêmicos e dadas ao vivo no passado. Perguntado se se arrepende das caneladas que deu, Bolsonaro disse: "Vou me arrepender de fazer xixi na cama quando tinha cinco anos? Saiu, ué".

Balanço

Na próxima semana, o Governo fará um evento para marcar os 100 dias de gestão. Na ocasião, será apresentado um balanço das 35 ações prioritárias desse início de mandato. "A maioria está em plena execução", resumiu o Lorenzoni. A adoção da metodologia de gestão da OCDE permitiu, segundo ele, que o número de ministérios  e cargos comissionados fosse reduzido. E nas próximas semanas as mais de 20 centrais de compras do governo em Brasília serão unificadas.

Presente à reunião, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou que o principal trabalho da pasta neste momento é a reestruturação de equipes da Operação Lava Jato, que, segundo ele, vinham sendo esvaziadas nos bastidores. De acordo com Moro, a intenção é valorizar aqueles que fazem seu papel, uma vez que muitos profissionais estavam sendo colocados 'de escanteio' por conta do trabalho realizado. Ele citou o exemplo do policial federal responsável pela Inquérito dos Portos, uma investigação no âmbito da Lava Jato, que investiga o favorecimento de empresas ligadas ao setor portuário por um decreto assinado pelo presidente Michel Temer. Segundo moro, o policial havia sido afastado de trabalhos mais importantes e agora foi promovido. "Isso passa a mensagem de que a gente precisa colocar o País na direção certa".

Moro também foi questionado se gostaria de estar sentado na cadeira de Presidente da República. "Tem que ser um pouco louco pra sentar na cadeira de Presidente", afirmou o ministro, bem humorado. Aproveitando a deixa, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que, antes da eleição, havia dado uma entrevista dizendo que em janeiro ou estaria na praia ou na Presidência. "Me dei mal", brincou ele. 

 

publicidade
publicidade
Bolsonaro e Paulo Guedes se contradizem ao falar sobre Zona Franca de Manaus
No Facebook, Bolsonaro defende mineração e agropecuária em terras indígenas
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.