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Detentas grávidas estão sem leito no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus

Enquanto os homens gozam de privilégios com celas de luxo, 13 grávidas disputam três leitos, constatou comitiva 12/08/2015 às 14:08
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O Compaj fica localizado no Km 8 da rodovia BR-174
acritica.com ---

Duas semanas após a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) flagrar mais de 20 celas luxo na ala masculina do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) com suspeita de uso exclusivo de “xerifes”, uma comitiva de quatro deputados estaduais constatou que na penitenciária feminina há apenas três leitos para 13 grávidas.

O vice-presidente da Comissão da Mulher, das Famílias e do Idoso da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), deputado Dermilson Chagas (PDT), em visita à unidade prisional, criticou a falta de humanidade para com as presas gestantes. “Atualmente, duas internas utilizam o espaço com crianças de 2 meses e outras 13 estão gestantes. Enquanto na penitenciária masculina há privilégios irregulares, aqui há uma carência de cuidado com crianças que não são condenadas e têm direito à vida e à assistência do Estado”, declarou.

A unidade, localizada no km 8 da BR-174, que liga Manaus a Boa Vista, tem capacidade para 180 mulheres, mas abriga 295 que cometeram delitos no Amazonas. De acordo com a diretora da ala feminina do Compaj, Maria Edna Pereira Marinho, as crianças podem permanecer com as mães até 6 meses após o nascimento, sendo facultado o direito de entregar o filho a parentes próximos antes de completar o período.

Além do berçário, as mães do Compaj têm acesso ao leito lactante, onde as crianças são amamentadas, e ainda a atendimento médico com dois clínicos gerais e um psiquiatra. Os médicos são os mesmos para todas as presas da unidade. Exames e vacinação de crianças são realizados no SUS.

Durante a visita, uma interna reclamou da inconstância em realizar os exames de pré-natal. Ao final da visita, foi divulgado pela diretora da unidade um cronograma mensal com agendamento de consultas para todas as gestantes. Até o final de agosto, as 13 internas deverão ser atendidas para realização dos exames de rotina da gravidez.

A principal reclamação feita também a José Ricardo (PT), Alessandra Campelo (PCdoB) e Augusto Ferraz (DEM), era de que as mulheres no sistema provisório esperam julgamento há muito tempo.

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